HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2018
Parturiente relatando aborto espontâneo há um ano, moradora de área rural, sem acompanhamento pré-natal, procurou assistência médica na rede pública de saúde apresentando laudo de ultrassonografia com diagnóstico de interrupção da gestação de 24 semanas. Evidenciava lesões cutâneas não pruriginosas caracterizadas como manchas avermelhadas (vermelho-cobre), arredondadas, localizadas predominantemente em tórax, braços e abdomen. Não sabe dizer há quanto tempo ocorreu o início das mesmas. PA= 120 x 90 mmHg, FC= 90 bpm, Temperatura= 36,8°C. Aparelhos cardiovascular e respiratório normais. Exames da admissão: tipo sanguíneo: A (negativo), anti-HIV negativo, VDRL= 1:256, leucometria: 10.700 (4% de bastões, 67% de segmentados). Foi prescrito misoprostol 200 μg, via vaginal, 6/6 horas e penicilina G benzatina 1.200.000 UI (IM-02 frascos-ampola), três doses (uma a cada semana). Quatro horas após a administração da penicilina, a paciente apresentou rash cutâneo torácico e abdominal, mialgia intensa, artralgia e febre aferida de 39ºC e mal estar geral. Foi medicada com dipirona, 1 g EV, e hidrocortisona 500 mg EV e houve melhora dos sintomas relacionados em duas horas. ( Boletim Epidemiológico - Secretaria de Vigilância em Saúde - Ministério da Saúde - Brasil - Volume 48 – 2017. LOPES AC. Tópicos em Clínica Médica . 2003. Capítulo 88. )
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