UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024
O diagnóstico precoce das infecções sexualmente transmissíveis (IST) pode evitar a transmissão vertical de seus agentes, impactando de forma benéfica na saúde do binômio materno-fetal. Quanto às ISTs na gestação, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.
Sífilis gestacional: teste rápido reagente → confirmar com teste não treponêmico (VDRL/RPR) para diagnóstico e seguimento.
O diagnóstico da sífilis na gestação é fundamental para prevenir a sífilis congênita. O teste rápido é uma ferramenta de triagem importante, mas sempre deve ser seguido por um teste não treponêmico para quantificação e monitoramento da resposta ao tratamento.
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) na gestação representam um desafio significativo para a saúde pública, com potencial de causar graves desfechos maternos e fetais, incluindo aborto, prematuridade, baixo peso ao nascer e sífilis congênita. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são pilares fundamentais para interromper a cadeia de transmissão vertical e garantir a saúde do binômio. A triagem universal para sífilis, HIV e hepatite B é recomendada para todas as gestantes. No contexto da sífilis, o teste rápido é uma ferramenta valiosa para triagem em locais com acesso limitado a laboratórios, permitindo o início imediato do tratamento. No entanto, um resultado reagente no teste rápido (treponêmico) deve ser sempre confirmado por um teste não treponêmico (VDRL ou RPR) para avaliar a atividade da doença e monitorar a resposta terapêutica. A coinfecção HIV-sífilis pode alterar o curso clínico da sífilis, tornando-a mais agressiva e com maior risco de neurosífilis. O manejo das ISTs na gestação exige atenção especial. Para sífilis, a penicilina benzatina é o tratamento de escolha. A reação de Jarisch-Herxheimer, embora possa ocorrer e causar contrações, não é motivo para interromper o tratamento. Para HIV, a terapia antirretroviral é crucial para reduzir a carga viral e o risco de transmissão vertical. A vacinação contra hepatite B é recomendada para gestantes suscetíveis (HBsAg não reagente), e não para aquelas já infectadas, que necessitam de acompanhamento específico e, por vezes, tratamento antiviral.
O teste não treponêmico (VDRL ou RPR) é essencial para confirmar o diagnóstico de sífilis ativa, determinar a atividade da doença (titulação) e monitorar a resposta ao tratamento, sendo crucial para o seguimento da gestante e prevenção da sífilis congênita.
Sim, a reexposição ao HIV durante a gestação pode aumentar a carga viral materna, elevando o risco de transmissão vertical para o feto, mesmo em gestantes já em tratamento antirretroviral.
É uma reação inflamatória aguda que pode ocorrer após a primeira dose de penicilina para sífilis, devido à liberação de endotoxinas. Em gestantes, pode desencadear contrações uterinas e trabalho de parto pré-termo, mas não justifica a interrupção do tratamento, que deve ser mantido com monitoramento.
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