PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2023
Paciente procura a Maternidade, insegura com a orientação recebida na Unidade Básica de Saúde (UBS) onde realiza o pré-natal de risco habitual. Apresentou VDRL reativo até 1/16 e teste rápido para treponema positivo, sem histórico de tratamento prévio; foi solicitado o VDRL para o parceiro que veio negativo e a recomendação foi de que só ela deveria tratar já que o parceiro não apresentava sífilis. Considerando o diagnóstico de sífilis para a paciente e iniciando logo seu tratamento, assinale a conduta CORRETA em relação a seu parceiro sexual.
Gestante com sífilis → tratar parceiro sexual, mesmo com VDRL negativo, para evitar reinfecção.
Em caso de sífilis na gestação, o tratamento do parceiro sexual é mandatório, independentemente do resultado dos seus testes sorológicos, para evitar a reinfecção da gestante e garantir a eficácia do tratamento materno-fetal. A dose pode variar conforme a classificação da sífilis do parceiro.
A sífilis na gestação é um grave problema de saúde pública, com potencial de transmissão vertical e consequências devastadoras para o feto, resultando em sífilis congênita. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da gestante e de seus parceiros sexuais são pilares fundamentais para a prevenção. A paciente do caso apresenta VDRL reativo e teste treponêmico positivo, confirmando o diagnóstico de sífilis. A conduta em relação ao parceiro sexual é um ponto crítico e frequentemente questionado. As diretrizes do Ministério da Saúde e da OMS preconizam o tratamento do parceiro sexual de gestantes com sífilis, independentemente do resultado de seus exames sorológicos. Isso se deve à possibilidade de janela imunológica, infecção recente não detectada ou simplesmente para evitar a reinfecção da gestante. O tratamento do parceiro deve ser realizado com penicilina benzatina, e a dose dependerá da classificação clínica da sífilis (primária, secundária, latente recente, latente tardia ou ignorada). É essencial que o tratamento do parceiro seja concluído antes ou concomitantemente ao da gestante para que o tratamento materno seja considerado adequado e eficaz na prevenção da sífilis congênita.
O tratamento do parceiro é crucial para evitar a reinfecção da gestante. O parceiro pode estar em período de incubação, em fase primária com lesão não identificada, ou ter sido exposto recentemente e ainda não ter soroconvertido (janela imunológica).
O tratamento adequado e oportuno da sífilis na gestação é fundamental para prevenir a sífilis congênita, uma condição grave que pode causar aborto, natimorto, prematuridade e diversas sequelas no recém-nascido.
O parceiro é considerado adequadamente tratado se receber o esquema terapêutico completo com penicilina benzatina, de acordo com o estágio clínico da sífilis, e se o tratamento for iniciado até 30 dias antes do tratamento da gestante.
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