Sífilis na Gestação: Protocolo de Tratamento e Seguimento

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Paciente secundigesta, 28 anos, com 26 semanas de idade gestacional baseada em ultrassonografia de primeiro trimestre, comparece à consulta de pré-natal em unidade básica de saúde. Relata que realizou apenas duas consultas anteriormente em outro estado e não possui o cartão de pré-natal ou exames prévios. Durante a anamnese, refere que há cerca de dois anos apresentou uma 'ferida indolor' na região genital que desapareceu espontaneamente após o uso de uma única injeção de penicilina, porém não sabe especificar a dose ou o diagnóstico recebido na época. Atualmente está assintomática e mantém relação sexual estável com novo parceiro há seis meses, que não apresenta queixas. Ao exame físico, não são observadas lesões cutâneo-mucosas ou linfonodomegalias. O teste rápido para sífilis realizado no momento da consulta resultou reagente. O resultado do VDRL solicitado na mesma data retornou com titulação de 1:32. Diante do quadro clínico e laboratorial exposto, a conduta terapêutica mais adequada para esta paciente é:

Alternativas

  1. A) Prescrever Penicilina G Benzatina 2,4 milhões UI, por via intramuscular, semanalmente, por três semanas, totalizando 7,2 milhões UI, e tratar o parceiro com o mesmo esquema.
  2. B) Prescrever Penicilina G Benzatina 2,4 milhões UI, por via intramuscular, em dose única, considerando o histórico de tratamento prévio e a ausência de lesões ativas.
  3. C) Solicitar o teste de FTA-Abs para confirmação diagnóstica antes de iniciar qualquer esquema terapêutico, visando evitar o risco de reação de Jarisch-Herxheimer.
  4. D) Prescrever Penicilina G Benzatina 2,4 milhões UI, por via intramuscular, semanalmente, por duas semanas, realizando o controle de cura com VDRL trimestral após o parto.

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