ENARE/ENAMED — Prova 2026
Paciente de 25 anos, com duas gestações e um parto, no segundo trimestre de gestação, compareceu à primeira consulta de pré-natal sem queixas. Após orientações e realização dos testes rápidos, verificou-se que o teste para sífilis foi positivo, imediatamente a paciente recebeu 2,4 milhões UI de penicilina benzatina intramuscular. Paciente nega diagnóstico e tratamento prévios para sífilis. Em relação ao acompanhamento da paciente, é correto afirmar que
Resposta ao tratamento da sífilis = queda de 2 titulações (ex: 1:32 para 1:8) em 3-6 meses.
O sucesso terapêutico na sífilis é monitorado por testes não treponêmicos (VDRL/RPR); uma queda de duas titulações (quatro vezes o valor inicial) indica resposta adequada.
A sífilis na gestação exige intervenção imediata para prevenir a sífilis congênita. O tratamento de escolha é a penicilina benzatina, única droga que atravessa a barreira placentária em concentrações terapêuticas para o feto. O seguimento deve ser rigoroso, com VDRL mensal. A falha no tratamento é definida pela não queda das titulações ou pelo aumento em duas titulações. É fundamental tratar o parceiro simultaneamente para evitar reinfecção, embora o tratamento do parceiro não seja mais critério estrito para considerar a gestante adequadamente tratada segundo protocolos recentes do Ministério da Saúde, visando não penalizar o recém-nascido com procedimentos invasivos desnecessários se a mãe cumpriu o esquema.
O monitoramento é feito mensalmente com testes não treponêmicos (VDRL). Considera-se resposta adequada a queda de duas titulações (ex: de 1:32 para 1:8) em um período de 3 a 6 meses após o tratamento.
O tratamento é adequado quando feito com penicilina benzatina, na dose correta para o estágio da doença, iniciado até 30 dias antes do parto e com queda documentada de titulação no seguimento.
Não. Testes treponêmicos como FTA-Abs e testes rápidos costumam permanecer reagentes pelo resto da vida, fenômeno conhecido como cicatriz sorológica, não servindo para avaliar a atividade da doença pós-tratamento.
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