HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2020
Primigesta, 15 anos, vem para sua primeira consulta de pré-natal. Tem idade gestacional de 8 semanas. Nunca fez exame ginecológico. Traz exames laboratoriais solicitados pela enfermeira: 1) Toxoplasmose IgG e Ig M: não reagentes; 2) VDRL: 1:16; 3) FTA-ABS: reagente; 4) Glicemia: 84. Considere as assertivas abaixo: I – A gestante necessita ser orientada para evitar contato com carne crua. II - A gestante tem sífilis, pois o FTA-ABS se fosse negativo descartaria a doença. III – O VDRL é muito sensível podendo apresentar falso-positivo. Assinale a alternativa CORRETA:
Pré-natal: Toxoplasmose IgG/IgM não reagentes → orientar prevenção; VDRL reagente + FTA-ABS reagente = sífilis confirmada.
Em gestantes, a sorologia para toxoplasmose não reagente indica suscetibilidade, exigindo orientação para evitar contaminação. Para sífilis, a combinação de VDRL reagente e FTA-ABS reagente confirma a infecção, sendo crucial para o tratamento precoce e prevenção da sífilis congênita. O VDRL, sendo um teste não treponêmico, pode apresentar resultados falso-positivos, necessitando sempre de confirmação com um teste treponêmico como o FTA-ABS.
O pré-natal é um período crucial para a detecção e manejo de infecções que podem impactar a saúde materno-fetal. A sífilis e a toxoplasmose são duas infecções com potencial de transmissão vertical e graves consequências para o feto, tornando sua triagem e manejo adequados de extrema importância. A sífilis congênita, por exemplo, pode levar a aborto, natimorto, prematuridade, baixo peso ao nascer e diversas manifestações clínicas no recém-nascido, enquanto a toxoplasmose congênita pode causar coriorretinite, hidrocefalia e calcificações intracranianas. O diagnóstico da sífilis na gestação é feito pela combinação de testes não treponêmicos (VDRL, RPR) e treponêmicos (FTA-ABS, TP-HA). Um VDRL reagente deve ser sempre confirmado por um teste treponêmico. A interpretação da sorologia para toxoplasmose (IgG e IgM) permite classificar a gestante como imune, suscetível ou com infecção aguda. Gestantes suscetíveis (IgG e IgM não reagentes) precisam de orientações preventivas e acompanhamento sorológico trimestral. O tratamento da sífilis na gestação é feito com penicilina, e o da toxoplasmose aguda com espiramicina ou esquema tríplice, dependendo da idade gestacional e evidência de infecção fetal. A correta interpretação desses exames e a implementação das condutas adequadas são fundamentais para a saúde da gestante e do bebê. A detecção precoce e o tratamento oportuno da sífilis podem prevenir a sífilis congênita em mais de 90% dos casos. Para a toxoplasmose, a prevenção primária em gestantes suscetíveis é a medida mais eficaz. Residentes devem dominar esses protocolos para garantir um pré-natal de qualidade e reduzir a morbimortalidade materno-fetal.
No pré-natal, são solicitados exames como VDRL/FTA-ABS para sífilis, IgG/IgM para toxoplasmose, HIV e hepatites. A interpretação correta desses resultados é crucial para identificar infecções maternas que podem afetar o feto e iniciar o tratamento ou profilaxia adequados.
O diagnóstico de sífilis em gestante com VDRL reagente deve ser confirmado por um teste treponêmico, como o FTA-ABS ou TP-HA. Se o teste treponêmico também for reagente, a sífilis é confirmada, e o tratamento deve ser iniciado imediatamente para prevenir a sífilis congênita.
Para gestantes com sorologia IgG e IgM não reagentes para toxoplasmose, a conduta é orientar medidas preventivas rigorosas, como evitar carne crua ou malpassada, lavar bem frutas e vegetais, e evitar contato com fezes de gatos. A sorologia deve ser repetida trimestralmente para monitorar uma possível soroconversão.
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