Sífilis na Gestação: Diagnóstico, Transmissão e Manejo

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2022

Enunciado

Nos últimos anos, tem-se observado aumento significativo do número de casos de Sífilis na gestação. Em relação a esse fato, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) o diagnóstico deve ser confirmado por um teste treponêmico – VDRL (Venereal Disease Research Laboratory).
  2. B) a maior parte dos recém-nascidos infectados são sintomáticos ao nascimento.
  3. C) é bem infrequente uma gestante apresentar doença clínica, já que as lesões de fase primária, o cancro, ocorrem em canal vaginal ou colo de útero e passam despercebidas.
  4. D) a transmissão vertical será menor quanto mais avançada for a idade gestacional.
  5. E) teste rápido positivo não autoriza o início do tratamento, pois se trata de um teste não treponêmico.

Pérola Clínica

Sífilis gestacional: cancro primário frequentemente oculto (colo/vagina), levando a diagnóstico tardio e alta transmissão vertical.

Resumo-Chave

A sífilis na gestação é frequentemente assintomática, pois o cancro primário pode estar em locais não visíveis (colo do útero, vagina), passando despercebido. Isso dificulta o diagnóstico precoce e aumenta o risco de transmissão vertical. O diagnóstico deve ser confirmado por teste treponêmico, e o VDRL é um teste não treponêmico.

Contexto Educacional

A sífilis na gestação representa um grave problema de saúde pública devido ao risco de transmissão vertical e suas consequências devastadoras para o feto e o recém-nascido, resultando na sífilis congênita. A incidência tem aumentado nos últimos anos, tornando o rastreamento e tratamento precoces essenciais no pré-natal. O diagnóstico da sífilis na gestante é um desafio, pois a doença é frequentemente assintomática ou apresenta manifestações clínicas atípicas. O cancro sifilítico primário, que é a lesão inicial, pode ocorrer em locais não visíveis, como o colo do útero ou a parede vaginal, passando despercebido pela paciente e, por vezes, pelo examinador. Isso leva a um diagnóstico tardio, aumentando o risco de transmissão vertical, que pode ocorrer em qualquer fase da gestação, mas é mais provável nas fases primária e secundária da doença materna. O rastreamento é realizado com testes não treponêmicos (VDRL ou RPR) e confirmado por testes treponêmicos (teste rápido, FTA-Abs, TP-PA). Um teste rápido positivo autoriza o início imediato do tratamento com penicilina benzatina, que é o único tratamento eficaz para prevenir a sífilis congênita. O tratamento adequado da gestante e de seu parceiro é fundamental para interromper a cadeia de transmissão e garantir a saúde do bebê. Recém-nascidos de mães com sífilis não tratada ou inadequadamente tratada devem ser avaliados para sífilis congênita, que pode ser assintomática ao nascimento em até 70% dos casos.

Perguntas Frequentes

Como é feito o diagnóstico da sífilis na gestação?

O diagnóstico inicial é feito com um teste não treponêmico (VDRL ou RPR) e confirmado por um teste treponêmico (teste rápido, FTA-Abs, TP-PA). Ambos devem ser positivos para o diagnóstico de sífilis ativa.

Qual a importância do teste rápido para sífilis na gestação?

O teste rápido é um teste treponêmico que permite o diagnóstico imediato e o início do tratamento na primeira consulta de pré-natal, mesmo antes da confirmação laboratorial, sendo crucial para reduzir a transmissão vertical.

A transmissão vertical da sífilis varia com a idade gestacional?

Sim, a transmissão vertical é maior nas fases iniciais da sífilis materna (primária e secundária) e diminui com o avanço da idade gestacional, sendo menor no terceiro trimestre. No entanto, pode ocorrer em qualquer fase da gestação.

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