ENARE/ENAMED — Prova 2021
Gestante com 12 semanas apresenta teste VDRL positivo nos exames de pré-natal. Paciente não refere história clínica de úlcera genital e desconhece sorologia do parceiro. A prescrição do tratamento dessa gestante deve ocorrer
VDRL positivo em gestante, mesmo sem clínica e parceiro desconhecido → tratar imediatamente.
Em gestantes, a sífilis deve ser tratada prontamente após o diagnóstico sorológico (VDRL positivo), mesmo na ausência de sintomas ou informações sobre o parceiro, para prevenir a sífilis congênita. A espera por outros exames ou informações do parceiro atrasa o tratamento e aumenta o risco fetal.
A sífilis na gestação é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo Treponema pallidum, com alta prevalência no Brasil e grande impacto na saúde materno-infantil. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir a sífilis congênita, uma condição grave que pode levar a sequelas irreversíveis ou óbito fetal/neonatal. A triagem sorológica com VDRL ou RPR é rotina no pré-natal, devendo ser realizada na primeira consulta, no segundo e terceiro trimestres e no parto. Diante de um VDRL positivo em gestante, mesmo que em baixa titulação e sem história clínica de úlcera genital, o tratamento deve ser instituído imediatamente. A espera por um teste treponêmico confirmatório (FTA-Abs, TP-HA) ou pela sorologia do parceiro pode atrasar a intervenção e aumentar o risco de transmissão vertical. A penicilina benzatina é o único antibiótico com eficácia comprovada na prevenção da sífilis congênita, atravessando a barreira placentária e atingindo concentrações terapêuticas no feto. O tratamento da gestante deve ser acompanhado do tratamento do parceiro sexual para evitar a reinfecção. A titulação do VDRL deve ser monitorada após o tratamento para avaliar a resposta terapêutica. A sífilis congênita é uma doença de notificação compulsória e sua prevenção é um dos pilares da assistência pré-natal de qualidade.
A conduta inicial é iniciar o tratamento com penicilina benzatina imediatamente, mesmo sem confirmação por teste treponêmico ou sorologia do parceiro, devido ao alto risco de sífilis congênita.
O tratamento não deve ser postergado para evitar a transmissão vertical do Treponema pallidum ao feto, que pode resultar em aborto, natimorto, prematuridade ou sífilis congênita grave.
Os riscos incluem abortamento espontâneo, natimorto, prematuridade, baixo peso ao nascer e diversas manifestações da sífilis congênita, como lesões ósseas, hepatoesplenomegalia, anemia e alterações neurológicas.
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