UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2023
A prevalência de infecções sexualmente transmissíveis (IST) vem aumentando na última década, inclusive na gestação, provavelmente pela redução das atitudes preventivas. Em relação ao tratamento da sífilis materna, é considerada situação INADEQUADA:
Sífilis materna: tratamento inadequado = incompleto, parceiro não tratado, ou término < 30 dias do parto.
O tratamento da sífilis materna é considerado inadequado se for incompleto, se não for realizado com penicilina benzatina, se o parceiro sexual não for tratado concomitantemente, ou se o tratamento for concluído menos de 30 dias antes do parto, aumentando o risco de sífilis congênita.
A sífilis na gestação representa um sério problema de saúde pública devido ao risco de transmissão vertical e desenvolvimento de sífilis congênita, uma condição grave com alta morbimortalidade. A prevenção da sífilis congênita depende diretamente do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da gestante e de seu parceiro. O tratamento de escolha para sífilis em gestantes é a penicilina benzatina, cuja dosagem e esquema variam conforme a fase clínica da doença (primária, secundária, latente). É imperativo que o tratamento seja completo e que o parceiro sexual também seja tratado para evitar a reinfecção. Além disso, o tempo de conclusão do tratamento é um fator crítico: para ser considerado adequado, o esquema terapêutico deve ser finalizado no mínimo 30 dias antes da data provável do parto. Qualquer desvio desses critérios – tratamento incompleto, uso de medicação diferente da penicilina benzatina, ausência de tratamento do parceiro ou conclusão do tratamento em menos de 30 dias antes do parto – classifica o tratamento como inadequado. Nesses casos, o recém-nascido deve ser avaliado e tratado como caso de sífilis congênita, mesmo que assintomático, para prevenir as manifestações tardias da doença. Residentes devem dominar esses critérios para garantir a saúde materno-infantil.
O tratamento é considerado adequado se for completo para a fase clínica da doença, realizado com penicilina benzatina, o parceiro sexual for tratado e o esquema terapêutico for finalizado pelo menos 30 dias antes do parto.
O tratamento concomitante do parceiro é fundamental para evitar a reinfecção da gestante e interromper a cadeia de transmissão da sífilis, protegendo a saúde materna e fetal.
Um tratamento inadequado aumenta significativamente o risco de transmissão vertical da sífilis para o feto, resultando em sífilis congênita, que pode causar graves sequelas ou óbito neonatal.
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