IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2024
A sífilis na gestante (SG) e a sífilis congênita (SC) recrudesceram na última década no Brasil. De 2010 a 2019, a taxa de SC passou de 1,4 para 8,2 casos por 1.000 nascidos vivos (NVs) em consequência do aumento de sífilis em gestantes (de 3,5 para 20,8 casos por 1.000 NVs). A precocidade do diagnóstico e do tratamento na gravidez são essenciais para o melhor prognóstico neonatal e entende-se a SC como um bom indicador da qualidade da atenção pré-natal. Sobre esse tema, marque a opção CORRETA:
Sífilis gestacional: maioria assintomática, sem história prévia → classificada como sífilis latente indeterminada.
A sífilis na gestação frequentemente se apresenta de forma assintomática, sem que a gestante tenha conhecimento prévio da infecção. Nesses casos, a classificação mais adequada é sífilis latente indeterminada, o que ressalta a importância do rastreamento universal no pré-natal para diagnóstico e tratamento precoces, prevenindo a sífilis congênita.
A sífilis na gestante (SG) e a sífilis congênita (SC) representam um grave problema de saúde pública no Brasil, com taxas crescentes na última década. A SC é um indicador sensível da qualidade da atenção pré-natal, pois um diagnóstico e tratamento precoces da gestante são cruciais para prevenir a transmissão vertical e suas graves consequências para o feto e o recém-nascido. A maioria das gestantes diagnosticadas com sífilis durante o pré-natal apresenta-se assintomática e sem história prévia de infecção. Nesses casos, a classificação mais adequada é sífilis latente indeterminada, pois não é possível determinar o tempo de infecção. O rastreamento universal com testes rápidos na primeira consulta, no terceiro trimestre e no parto é fundamental. O tratamento padrão para sífilis na gestação é a penicilina G benzatina, que é o único antibiótico com comprovada eficácia para o feto intraútero, atravessando a barreira placentária. Gestantes com alergia à penicilina devem ser dessensibilizadas e tratadas com penicilina, pois alternativas como a azitromicina não têm eficácia comprovada para o feto e não são recomendadas. Testes não treponêmicos podem permanecer reagentes em baixos títulos após tratamento adequado, indicando cicatriz sorológica, e não necessariamente falha terapêutica.
O diagnóstico é feito por testes treponêmicos (teste rápido) e confirmado por testes não treponêmicos (VDRL ou RPR). O teste rápido deve ser oferecido na primeira consulta e repetido no terceiro trimestre e no momento do parto.
O tratamento padrão é a penicilina G benzatina, cuja dose e esquema variam conforme a fase clínica da sífilis. É o único antibiótico com comprovada eficácia para prevenir a sífilis congênita, atravessando a barreira placentária.
Sífilis latente indeterminada é a classificação dada à gestante com sorologia positiva para sífilis, sem sinais ou sintomas da doença e sem história prévia de infecção ou tratamento. Nesses casos, o tratamento deve ser feito como sífilis latente tardia.
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