UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Gestante sem comorbidades e histórico médico pregresso sem alterações, está em acompanhamento de pré-natal e retorna para segunda consulta com 14 semanas de idade gestacional trazendo os seguintes exames laboratoriais: Qual das seguintes condutas está CORRETA?
Sífilis na gestação → tratamento imediato com Penicilina Benzatinica, independentemente do trimestre, para prevenir sífilis congênita.
A sífilis na gestação exige tratamento imediato com Penicilina Benzatinica, independentemente da idade gestacional ou do estágio da doença, para prevenir a transmissão vertical e a sífilis congênita, que pode ter consequências devastadoras para o feto. O rastreamento é feito com testes treponêmicos e não treponêmicos no pré-natal.
A sífilis na gestação é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum que, se não tratada adequadamente, pode ter consequências devastadoras para o feto, resultando em sífilis congênita. O rastreamento e o tratamento precoce são pilares fundamentais do pré-natal para prevenir a transmissão vertical. A prevalência da sífilis em gestantes tem sido um desafio de saúde pública, exigindo vigilância constante e intervenções eficazes. O diagnóstico da sífilis na gestação é realizado por meio de testes sorológicos. Inicialmente, um teste não treponêmico (como o VDRL ou RPR) é realizado. Se reativo, deve ser confirmado por um teste treponêmico (como FTA-Abs ou TPHA). É crucial que ambos os testes sejam interpretados corretamente para evitar falsos positivos ou negativos. A gestante deve ser testada na primeira consulta de pré-natal, no terceiro trimestre e no momento do parto, ou em qualquer situação de risco ou suspeita clínica. A conduta correta, uma vez diagnosticada a sífilis na gestação, é o tratamento imediato com Penicilina Benzatinica, independentemente da idade gestacional ou do estágio da doença. A Penicilina é o único antibiótico que comprovadamente previne a sífilis congênita, pois atinge concentrações treponemicidas no feto. O esquema posológico varia conforme o estágio da sífilis (primária, secundária, latente recente ou latente tardia/ignorada), mas a adesão rigorosa é essencial. O tratamento do parceiro também é mandatório para evitar a reinfecção. A sífilis congênita pode causar uma ampla gama de problemas, desde aborto e natimorto até malformações e sequelas neurológicas graves no recém-nascido, reforçando a importância da intervenção precoce.
O tratamento de escolha é a Penicilina Benzatinica, pois é o único antibiótico que comprovadamente atravessa a barreira placentária em níveis treponemicidas, sendo eficaz na prevenção da sífilis congênita. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível após o diagnóstico.
O rastreamento é feito com testes sorológicos, geralmente VDRL (não treponêmico) e FTA-Abs ou TPHA (treponêmico). O VDRL deve ser realizado na primeira consulta de pré-natal, no terceiro trimestre e no momento do parto, ou em qualquer suspeita clínica.
A sífilis congênita pode levar a aborto espontâneo, natimorto, prematuridade, baixo peso ao nascer e uma série de manifestações clínicas no recém-nascido, como lesões cutâneas, hepatoesplenomegalia, osteocondrite, anemia e alterações neurológicas, com sequelas graves e permanentes.
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