HCB - Hospital de Amor de Barretos - Unidade Porto Velho (RO) — Prova 2021
Considere as seguintes afirmações em relação à sífilis na gestação. I. Gestantes alérgicas à penicilina podem ser adequadamente tratadas com eritromicina. II. O VDRL pode ser utilizado para controle de cura, quando apresentar titulações decrescentes. III. FTA-absIgG positivo indica quase sempre infecção ativa que necessita de tratamento. IV. As espiroquetas são muito delgadas, não corando bem com o Gram e, portanto, de difícil visualização ao microscópio. Estão corretas as afirmativas contidas em
Sífilis gestacional: VDRL para controle de cura (titulações ↓). FTA-abs IgG positivo = infecção passada, não ativa.
O VDRL é um teste não treponêmico utilizado para monitorar a resposta ao tratamento da sífilis, com queda de títulos indicando cura. Já o FTA-abs IgG é um teste treponêmico que permanece positivo por toda a vida após a infecção, não sendo útil para diferenciar infecção ativa de passada. Gestantes alérgicas à penicilina devem ser dessensibilizadas, pois a eritromicina não é eficaz para prevenir a sífilis congênita.
A sífilis na gestação é uma condição de grande importância em saúde pública devido ao risco de sífilis congênita, que pode causar aborto, natimorto, prematuridade e diversas sequelas graves no recém-nascido. A prevalência da sífilis gestacional tem aumentado, tornando o rastreamento e tratamento adequados cruciais para a prevenção. O diagnóstico precoce e o tratamento oportuno são pilares fundamentais para evitar a transmissão vertical. O diagnóstico da sífilis gestacional baseia-se em testes treponêmicos (como FTA-abs e TP-PA) e não treponêmicos (VDRL e RPR). A interpretação correta desses testes é essencial: enquanto os treponêmicos confirmam a exposição ao Treponema pallidum e permanecem positivos por toda a vida, os não treponêmicos são quantitativos e refletem a atividade da doença, sendo utilizados para controle de cura. A visualização das espiroquetas, embora difícil ao Gram, é possível por microscopia de campo escuro em lesões primárias. O tratamento de escolha para sífilis em gestantes é a penicilina benzatina, sendo a única droga com eficácia comprovada na prevenção da sífilis congênita. Em casos de alergia à penicilina, a dessensibilização é a conduta preferencial, pois alternativas como a eritromicina não garantem a erradicação da infecção fetal. O monitoramento pós-tratamento com VDRL é crucial para confirmar a resposta terapêutica, com queda de títulos indicando sucesso do tratamento.
O VDRL (Venereal Disease Research Laboratory) é um teste não treponêmico que reflete a atividade da doença. Uma queda de pelo menos duas diluições (ex: 1:32 para 1:8) no título do VDRL após o tratamento indica resposta terapêutica adequada e controle de cura.
Gestantes alérgicas à penicilina devem ser dessensibilizadas e tratadas com penicilina, pois é o único medicamento comprovadamente eficaz para prevenir a sífilis congênita. A eritromicina não é recomendada, pois não atravessa a barreira placentária de forma eficaz para tratar o feto.
Um FTA-abs IgG (Fluorescent Treponemal Antibody Absorption) positivo indica que a gestante teve contato com o Treponema pallidum em algum momento da vida. Este teste é treponêmico e permanece reagente por toda a vida, não sendo útil para diferenciar infecção ativa de pregressa ou para monitorar a resposta ao tratamento.
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