PMSO - Prefeitura Municipal de Sorocaba (SP) — Prova 2021
A sífilis congênita é uma doença passível de prevenção desde que sejam realizados diagnóstico e tratamento efetivos durante a gestação. Entretanto, ela continua sendo um importante problema de saúde pública, com números crescentes de casos nos últimos anos. Sobre a sífilis na gestação, é INCORRETO afirmar que:
Sífilis gestacional: VDRL é essencial para controle de cura e reinfecção, testes treponêmicos permanecem reativos.
O VDRL é crucial para o controle de cura da sífilis na gestação, pois seus títulos refletem a atividade da doença e a resposta ao tratamento, negativando ou diminuindo em pelo menos 4 diluições após o tratamento eficaz. Testes treponêmicos (rápidos, TPHA, FTA-Abs) permanecem reativos por toda a vida, não servindo para controle de cura.
A sífilis congênita continua sendo um grave problema de saúde pública no Brasil, apesar de ser uma doença totalmente prevenível com diagnóstico e tratamento adequados durante a gestação. A infecção materna por *Treponema pallidum* pode levar a aborto espontâneo, natimorto, prematuridade e uma série de manifestações clínicas graves no recém-nascido, com sequelas permanentes. A identificação precoce e o manejo correto da sífilis na gestante e em seu parceiro são pilares fundamentais para erradicar a sífilis congênita. O diagnóstico da sífilis na gestação baseia-se na realização de testes laboratoriais, uma vez que a maioria das mulheres é assintomática. O fluxograma recomendado pelo Ministério da Saúde inclui a realização de um teste não treponêmico (VDRL ou RPR) e um teste treponêmico (como o teste rápido, TPHA ou FTA-Abs). O tratamento de escolha é a penicilina benzatina, cuja eficácia é elevada e comprovada na prevenção da transmissão vertical. É crucial que o tratamento seja iniciado imediatamente após o diagnóstico, com a dose e o esquema adequados à fase clínica da sífilis materna. O acompanhamento pós-tratamento é vital e deve incluir a realização de VDRL mensal para monitorar a resposta terapêutica e identificar possíveis reinfecções. A queda de pelo menos duas diluições nos títulos do VDRL é um indicativo de cura. Testes treponêmicos, como o teste rápido, permanecem reativos por toda a vida e, portanto, não servem para controle de cura. Além disso, a convocação, avaliação e tratamento do parceiro sexual são indispensáveis para evitar a reinfecção da gestante e interromper a cadeia de transmissão.
O fluxograma padrão inclui a realização de um teste não treponêmico (VDRL ou RPR) associado a um teste treponêmico (TPHA ou FTA-Abs, ou teste rápido). A identificação da infecção é crucial, pois a maioria das gestantes é assintomática.
A penicilina benzatina é o único antibiótico com eficácia comprovada na prevenção da sífilis congênita, pois atravessa a barreira placentária e atinge concentrações terapêuticas no feto. O tratamento deve ser imediato e adequado à fase da doença.
O controle de cura é feito com VDRL mensal após o tratamento. Uma resposta adequada é a queda de pelo menos duas diluições (quatro vezes) nos títulos do VDRL em 3 meses para sífilis primária/secundária, ou em 6 meses para sífilis latente. A não queda ou aumento dos títulos pode indicar falha terapêutica ou reinfecção.
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