Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Joana, 23 anos de idade, gestante, compareceu a uma unidade de saúde familiar para iniciar o pré-natal. Seu teste rápido para HIV deu negativo, mas o de LUES deu positivo. Negou tratamento prévio para esta doença ou quaisquer outros sintomas a ela relacionados.A partir desse caso clínico, assinale a opção correta, considerando a melhor conduta diagnóstica, terapêutica e de vigilância em saúde preconizadas pelo Ministério da Saúde.
Sífilis gestacional sem sintomas/tratamento prévio → Sífilis Tardia. Tratamento: Penicilina G Benzatina 2.400.000 UI IM, 3 doses semanais.
Em gestantes com teste rápido de sífilis positivo e sem história de tratamento prévio ou sintomas, a classificação mais segura é sífilis tardia (ou latente tardia/tempo ignorado). O tratamento preconizado pelo Ministério da Saúde é com Penicilina G Benzatina 2.400.000 UI IM, em 3 doses semanais, e a notificação é compulsória para sífilis em gestante.
A sífilis na gestação é um grave problema de saúde pública devido ao alto risco de transmissão vertical e suas consequências devastadoras para o feto, resultando em sífilis congênita. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado durante o pré-natal são cruciais para prevenir essas complicações. A epidemiologia mostra que, apesar dos esforços, a incidência de sífilis em gestantes e sífilis congênita ainda é alta no Brasil. O diagnóstico inicial é feito por testes rápidos ou testes não treponêmicos (VDRL, RPR) e confirmado por testes treponêmicos (FTA-Abs, TP-HA, teste rápido treponêmico). No caso de uma gestante com teste rápido positivo e sem história de tratamento prévio ou sintomas, a classificação mais segura para fins terapêuticos é sífilis tardia (ou latente tardia/tempo ignorado), pois um tratamento inadequado pode levar à falha terapêutica e à sífilis congênita. O tratamento da sífilis em gestantes, independentemente do estágio (exceto neurosífilis), é sempre com Penicilina G Benzatina, pois é o único antibiótico com comprovada eficácia na prevenção da sífilis congênita. Para sífilis tardia, o esquema é de 3 doses semanais de 2.400.000 UI IM cada. A notificação da sífilis em gestante é compulsória e imediata, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, para permitir o monitoramento e controle da doença. O prognóstico para o feto é excelente se o tratamento materno for iniciado precocemente e de forma completa, com acompanhamento rigoroso dos títulos de VDRL após o tratamento.
Na ausência de sintomas e tratamento prévio, e sem informações sobre o tempo de infecção, a sífilis em gestantes deve ser classificada como sífilis tardia (ou latente tardia/tempo ignorado) para fins de tratamento.
O tratamento preconizado é com Penicilina G Benzatina 2.400.000 UI, administrada por via intramuscular, em 3 doses, com intervalo de uma semana entre cada dose (totalizando 7.200.000 UI).
A notificação é compulsória para permitir o monitoramento epidemiológico da doença, identificar tendências, avaliar a efetividade das ações de controle e, principalmente, para prevenir a sífilis congênita, que tem graves consequências para o recém-nascido.
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