UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
Considerando a incidência de sífilis no Brasil de aproximadamente 4% na população geral e de 2% nas gestantes e a associação com graves repercussões maternas e fetais, em relação à assistência Pré-Natal, NÃO PODEMOS AFIRMAR:
Sífilis gestacional: Penicilina é o único tratamento fetal eficaz; Eritromicina NÃO trata o feto.
A Penicilina é o único antibiótico que atinge níveis terapêuticos adequados no feto para tratar a sífilis congênita. A Eritromicina, embora possa ser usada em casos de alergia à penicilina na gestante (com dessensibilização), não é eficaz para tratar o feto, tornando a afirmação incorreta.
A sífilis na gestação representa um grave problema de saúde pública no Brasil, com incidências elevadas e risco significativo de sífilis congênita, uma condição com repercussões devastadoras para o feto e o recém-nascido. A prevenção da sífilis congênita baseia-se fundamentalmente na detecção precoce e tratamento adequado da gestante e seu parceiro durante o pré-natal. As diretrizes brasileiras preconizam a realização da triagem sorológica para sífilis em três momentos-chave: na primeira consulta de pré-natal, com 28 semanas de gestação e na admissão para o parto ou aborto. O teste rápido para sífilis é uma ferramenta valiosa, sendo considerado confirmatório em uma única amostra reativa, agilizando o diagnóstico e o início do tratamento. O VDRL é essencial para o seguimento da paciente e para a avaliação do critério de cura após o tratamento. Em relação ao tratamento, a Penicilina Benzatina é o único medicamento com eficácia comprovada para prevenir a transmissão vertical e tratar a sífilis fetal. É crucial entender que a Eritromicina, embora possa ser utilizada em algumas situações para a gestante alérgica à penicilina (após dessensibilização), não atinge níveis terapêuticos suficientes no feto e, portanto, NÃO trata adequadamente a sífilis congênita. Essa é uma informação crítica para a prática clínica e para questões de residência médica.
A triagem sorológica para sífilis é preconizada no início do pré-natal (primeira consulta), com 28 semanas de gestação e na admissão para o parto ou aborto. Essa abordagem visa identificar e tratar precocemente a infecção, prevenindo a sífilis congênita.
A eritromicina não é adequada para tratar o feto na sífilis porque não atravessa a barreira placentária em concentrações suficientes para erradicar a infecção fetal. A penicilina é o único antibiótico que garante níveis terapêuticos no feto e líquido amniótico, sendo a droga de escolha.
O seguimento é feito com VDRL mensal após o tratamento, e o critério de cura é a queda de pelo menos 2 títulos em 3 meses ou 4 títulos em 6 meses (ex: de 1:32 para 1:8 ou 1:4). A persistência de títulos baixos (cicatriz sorológica) deve ser diferenciada de falha terapêutica ou reinfecção.
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