UOPCCAN - União Oeste Paranaense de Combate ao Câncer (PR) — Prova 2021
Qual dos achados abaixo determina a escolha do tratamento para um recémnascido com sífilis congênita?
Sífilis congênita: Proteína no líquor > 150 mg/dL (ou > 50 mg/dL em RN > 30 dias) indica neurosífilis e determina tratamento prolongado.
A escolha do tratamento para sífilis congênita depende da avaliação da presença de neurosífilis. Achados liquóricos alterados, como proteína elevada, são cruciais para essa definição, indicando a necessidade de um regime terapêutico mais prolongado com Penicilina G Cristalina endovenosa.
A sífilis congênita é uma infecção grave transmitida verticalmente da mãe para o feto, com potenciais consequências devastadoras para o recém-nascido. O diagnóstico e tratamento precoces são cruciais para prevenir sequelas neurológicas, ósseas e multissistêmicas. A escolha do regime terapêutico para o recém-nascido depende de uma avaliação abrangente, que inclui achados clínicos, sorológicos e, fundamentalmente, a análise do líquor cefalorraquidiano (LCR). A avaliação do LCR é o pilar para determinar a presença de neurosífilis, uma forma grave da doença que exige um tratamento mais intensivo. Achados como VDRL reativo no líquor, pleocitose (contagem de células > 5 células/mm³ ou > 25 células/mm³ em caso de punção traumática) e proteinorraquia (proteína > 150 mg/dL em RN a termo ou > 50 mg/dL em RN > 30 dias) são indicativos de neurosífilis. A presença de qualquer um desses critérios define a necessidade de tratamento com Penicilina G Cristalina endovenosa por 10 dias, devido à sua melhor penetração no sistema nervoso central. Outros achados, como radiografia de ossos longos com sinais de periostite, pênfigo palmo-plantar ou alterações no hemograma (anemia, plaquetopenia), são manifestações da sífilis congênita e indicam a necessidade de tratamento, mas não determinam o regime específico para neurosífilis. A diferenciação entre sífilis congênita sem neurosífilis e com neurosífilis é vital para garantir a erradicação da infecção e prevenir sequelas a longo prazo. Residentes devem dominar os critérios de avaliação do LCR para tomar decisões terapêuticas corretas e otimizar o prognóstico desses pacientes.
O diagnóstico de neurosífilis em recém-nascidos é estabelecido pela presença de alterações no líquor, como VDRL reativo no líquor, contagem de células > 5 células/mm³ (ou > 25 células/mm³ em RN com hemorragia traumática) e/ou proteína > 150 mg/dL (ou > 50 mg/dL em RN > 30 dias). A presença de qualquer um desses achados indica neurosífilis.
O tratamento de escolha para sífilis congênita com neurosífilis é a Penicilina G Cristalina endovenosa, na dose de 50.000 UI/kg/dose, a cada 12 horas nos primeiros 7 dias de vida e a cada 8 horas após o 7º dia, por 10 dias. Este regime mais prolongado é necessário devido à penetração da penicilina no sistema nervoso central.
A radiografia de ossos longos (periostite) e o VDRL no sangue do recém-nascido (títulos elevados) são importantes para o diagnóstico da sífilis congênita e para classificar a gravidade da doença. No entanto, eles não fornecem informações sobre o envolvimento do sistema nervoso central. A avaliação do líquor é indispensável para determinar a presença de neurosífilis, que exige um regime de tratamento específico e mais prolongado.
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