Sífilis Congênita: Diagnóstico e Tratamento no RN

Fundação Universidade Federal do Tocantins - Campus Palmas — Prova 2017

Enunciado

O Ministério da Saúde reconheceu que o Brasil vive um momento de explosão de casos de sífilis, mesmo sendo uma doença de diagnóstico e tratamento pouco oneroso e completamente previsível. Você está avaliando um RN, em alojamento conjunto, cuja mãe teve VDRL de 1:4, com tratamento adequado para sífilis durante a gestação. Você coleta os exames recomendados para o RN e verifica hepatoesplenomegalia, VDRL 1:32, raio X de ossos longos normais e liquor sem alterações. Qual a melhor conduta para o caso?

Alternativas

  1. A) Penicilina G benzatina, IM, na dose única de 50.000 UI/kg.
  2. B) Penicilina cristalina, 50.000 UI/kg/dose, IV, a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) e a cada 8 horas (após 7 dias de vida), durante 10 dias ou Penicilina G procaína 50.000 UI/kg, dose única diária, IM, durante 10 dias (esquema A1).
  3. C) Dose única de penicilina benzatina e acompanhamento obrigatório, com teste não treponêmico sérico, após conclusão do tratamento. Sendo impossível garantir o acompanhamento, o RN deverá ser tratado com esquema A1.
  4. D) Como a mãe foi adequadamente tratada, o RN deverá receber apenas acompanhamento ambulatorial, com realização de teste não-treponêmico seriado.
  5. E) Com a falta de penicilina no mercado, o uso da ceftriaxone tem sido uma alternativa com evidência de eficácia tanto na sífilis congênita quanto neurossífilis. 

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