UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
RN a termo, parto cesáreo, pequeno para a idade gestacional. Mãe tem sorologia positiva para HIV, faz tratamento adequado com terapia antirretroviral, segundo as recomendações vigentes, e tem carga viral indetectável desde o início da gestação. Durante a gestação teve diagnóstico sorológico de sífilis (VDRL = 1:256, com teste treponêmico positivo), mas não houve tempo para iniciar o tratamento. Sorologia do RN: VDRL = 1:128. Exame físico do RN: normal. A terapia recomendada ao RN é
RN exposto HIV (mãe tratada, CV indetectável) + Sífilis congênita (VDRL RN > mãe) → Zidovudina + Penicilina.
Em um RN de mãe HIV positiva (com tratamento adequado e carga viral indetectável) e com sorologia para sífilis congênita (VDRL do RN reativo e mãe não tratada), a conduta é iniciar profilaxia para HIV com zidovudina e tratamento para sífilis congênita com penicilina.
A gestação em mulheres com HIV e sífilis requer manejo cuidadoso para prevenir a transmissão vertical. No caso do HIV, o tratamento antirretroviral adequado da mãe durante a gestação e o parto, com carga viral indetectável, reduz drasticamente o risco de transmissão. No entanto, o RN ainda necessita de profilaxia com zidovudina (AZT) por 4 semanas, iniciada o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 4 horas de vida. Em relação à sífilis, a ausência de tratamento materno adequado durante a gestação, mesmo com diagnóstico tardio, implica em alto risco de sífilis congênita. O VDRL do RN reativo com título 1:128, sendo o materno 1:256, indica que o título do RN não é 4 vezes maior que o materno, mas um VDRL reativo em RN de mãe não tratada é suficiente para indicar tratamento. O tratamento da sífilis congênita é feito com penicilina, sendo a penicilina cristalina a escolha para casos confirmados ou de alto risco. Portanto, o RN deve receber tanto a profilaxia para HIV quanto o tratamento para sífilis congênita. A combinação de penicilina e zidovudina é a conduta correta para abordar ambos os riscos e garantir a saúde do recém-nascido, minimizando as chances de complicações a longo prazo.
Um RN é considerado ter sífilis congênita se o VDRL do RN for reativo e com título 4 vezes maior que o materno, ou se for ≥ 1:8, ou se houver evidência clínica/laboratorial de doença, ou se a mãe não foi tratada adequadamente.
A profilaxia padrão é com zidovudina (AZT) por 4 semanas, iniciada nas primeiras horas de vida, para reduzir o risco de transmissão vertical, mesmo com a carga viral materna indetectável.
O tratamento de escolha para sífilis congênita é a penicilina cristalina ou penicilina procaína, dependendo da apresentação clínica e dos achados laboratoriais, sendo a penicilina o único tratamento comprovadamente eficaz.
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