Sífilis Congênita: Conduta no RN Exposto e Assintomático

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2018

Enunciado

Gestante de 16 anos chega ao serviço de emergência em trabalho de parto expulsivo, com idade gestacional de 38 semanas. Iniciou acompanhamento pré-natal na 28ª semana de gestação, quando recebeu diagnóstico de sífilis. Não realizou o tratamento prescrito. Não tem nenhuma outra doença nem faz uso de medicações além de sulfato ferroso. Não trouxe o cartão de pré-natal. O recém-nascido (RN) apresenta boa vitalidade e pesa 2700 g. No 3° dia de vida está no alojamento conjunto, mamando bem ao seio materno, com peso de 2500 g e sem alterações ao exame físico. Sua mãe tem boa produção de leite e está acompanhada pela tia, que irá ajudá-la nos cuidados com ele. Você recebe os seguintes resultados de exames, colhidos no dia do parto: Mãe = VDRL 1:16; FTA-Abs+; Anti-HIV e HBsAg não reagentes. RN = VDRL negativo; Ht = 48%; GB = 8500/mm³ (neutrófilos bastonetes = 0%, segmentados = 62%, linfócitos = 37%, monócitos = 1%); plaquetas = 250.000/mm³; radiografia simples de ossos longos = sem alterações; liquor = sem alterações. Qual a conduta imediata mais adequada em relação ao RN?

Alternativas

  1. A) Penicilina procaína por 10 dias.
  2. B) Alta hospitalar sem antibioticoterapia.
  3. C) Penicilina benzatina em dose única.
  4. D) Penicilina cristalina por 10 dias. 

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