INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2020
Em relação à sífilis congênita, assinale a assertiva correta de acordo com o manual do Ministério da Saúde:
Rastreamento sífilis gestacional = 2 testes treponêmicos (1º e 3º trimestres) + VDRL mensal em áreas de alta incidência.
O rastreamento adequado da sífilis na gestação é crucial para prevenir a sífilis congênita. O Ministério da Saúde recomenda testagem em dois momentos-chave do pré-natal, além de outras situações, para garantir a detecção precoce e o tratamento oportuno da gestante e, consequentemente, do concepto.
A sífilis congênita é uma doença infecciosa grave, causada pela transmissão vertical do Treponema pallidum da gestante infectada para o feto. Sua prevenção depende diretamente do diagnóstico e tratamento adequados da sífilis na gestação. No Brasil, o Ministério da Saúde estabelece protocolos rigorosos para o rastreamento e manejo, visando reduzir a incidência dessa condição que pode levar a malformações, óbito fetal e sequelas graves no recém-nascido. O rastreamento da sífilis na gestação é realizado por meio de testes treponêmicos (como o teste rápido) e não treponêmicos (VDRL ou RPR). A recomendação é que toda gestante seja testada no primeiro e terceiro trimestres, e também no momento do parto ou em caso de aborto. O diagnóstico precoce da gestante e o tratamento imediato com penicilina benzatina são as medidas mais eficazes para interromper a cadeia de transmissão. Para o recém-nascido, o diagnóstico de sífilis congênita é complexo e envolve a avaliação da história materna, exames laboratoriais do bebê (VDRL, hemograma, líquor) e exames de imagem. O tratamento do RN depende da adequação do tratamento materno e da presença de achados clínicos ou laboratoriais de sífilis. A clínica da sífilis congênita pode ser variada, desde formas assintomáticas até manifestações exuberantes como lesões cutâneas, hepatoesplenomegalia, alterações ósseas e neurológicas, mas nem sempre é exuberante em todos os casos.
De acordo com o Ministério da Saúde, toda gestante deve ser testada para sífilis pelo menos duas vezes durante o pré-natal: uma no primeiro trimestre (idealmente na primeira consulta) e outra no terceiro trimestre (próximo à 28ª semana).
Não, um teste treponêmico IgM negativo no sangue do bebê não exclui o diagnóstico de sífilis congênita, pois o IgM pode não estar presente em todos os casos, especialmente em infecções precoces ou tratadas.
O tratamento materno adequado é fundamental para prevenir a sífilis congênita. Se a gestante for tratada corretamente com penicilina benzatina, a chance de transmissão vertical é significativamente reduzida, protegendo o feto.
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