UNIRIO/HUGG - Hospital Universitário Gaffrée e Guinle - Rio de Janeiro (RJ) — Prova 2020
Nos últimos anos, observou-se aumento do número de casos de sífilis adquirida, sífilis em gestantes e sífilis congênita. Em relação à sífilis, assinale a alternativa correta.
Sífilis congênita é 100% prevenível com tratamento adequado da gestante infectada.
O tratamento precoce e adequado da gestante com sífilis, preferencialmente com penicilina benzatina, é a medida mais eficaz para prevenir a transmissão vertical e, consequentemente, a sífilis congênita, uma condição grave com múltiplas manifestações.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, que tem apresentado aumento de incidência nos últimos anos, especialmente em gestantes. A sífilis gestacional é de extrema importância clínica e de saúde pública devido ao risco de transmissão vertical, resultando na sífilis congênita, uma condição grave que pode levar a desfechos perinatais adversos e sequelas permanentes no recém-nascido. A prevenção da sífilis congênita é um dos pilares do pré-natal de qualidade. O diagnóstico da sífilis em gestantes é realizado por testes treponêmicos e não treponêmicos. O tratamento é simples e altamente eficaz quando realizado de forma adequada e oportuna, sendo a penicilina benzatina o fármaco de escolha, por ser o único que atravessa a barreira placentária em concentrações treponemicidas. A transmissão vertical pode ocorrer em qualquer trimestre da gestação, mas o risco é maior nos estágios primário e secundário da sífilis materna. A imunidade adquirida após uma infecção pregressa não é protetora contra reinfecções. A notificação compulsória dos casos de sífilis adquirida, sífilis em gestantes e sífilis congênita é fundamental para o monitoramento epidemiológico e implementação de políticas de saúde pública. A sífilis congênita é totalmente prevenível com o diagnóstico e tratamento correto da gestante e de seus parceiros sexuais. A cicatriz sorológica (VDRL baixo e estável após tratamento) não é critério para retratamento ou notificação como novo caso, mas sim um indicativo de infecção pregressa tratada.
A sífilis congênita pode causar aborto espontâneo, natimorto, prematuridade, baixo peso ao nascer e uma série de manifestações clínicas graves no neonato, incluindo lesões ósseas, hepatoesplenomegalia, anemia e alterações neurológicas.
O tratamento de escolha para sífilis em gestantes é a penicilina benzatina, que é segura e eficaz para a mãe e o feto. A dose e o esquema dependem do estágio clínico da sífilis.
A transmissão vertical da sífilis pode ocorrer em qualquer fase da gestação e também no parto, sendo mais frequente nos estágios iniciais da doença materna. É evitada com o diagnóstico e tratamento adequado da gestante antes ou durante a gravidez.
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