AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Em relação às manifestações clínicas da sífilis congênita precoce é correto afirmar:
Sífilis congênita precoce: Hepatomegalia + icterícia/colestase são achados frequentes e importantes.
A hepatomegalia é uma das manifestações mais comuns da sífilis congênita precoce, frequentemente acompanhada de icterícia e colestase, refletindo o envolvimento hepático pela infecção. Outras manifestações como rinite serossanguinolenta e pseudoparalisia de Parrot também são importantes, mas a hepatomegalia é quase universal.
A sífilis congênita precoce se manifesta nos primeiros dois anos de vida e é uma condição grave resultante da transmissão vertical do Treponema pallidum. Sua incidência tem aumentado, tornando o conhecimento de suas manifestações clínicas crucial para o diagnóstico e tratamento precoces. A doença pode afetar múltiplos órgãos, com consequências devastadoras se não tratada adequadamente. A prevenção é a melhor estratégia, através do rastreamento e tratamento da sífilis materna durante a gestação. As manifestações clínicas são variadas e inespecíficas, o que dificulta o diagnóstico. A hepatomegalia, frequentemente acompanhada de icterícia e colestase, é um achado quase universal e reflete o comprometimento hepático. Outros sinais incluem esplenomegalia, rinite serossanguinolenta (coriza sifilítica), lesões cutâneas (pênfigo palmoplantar, rash maculopapular), osteocondrite e periostite (levando à pseudoparalisia de Parrot), e anemia. A suspeita clínica deve ser alta em recém-nascidos com fatores de risco ou achados sugestivos. O tratamento da sífilis congênita é feito com penicilina, e o prognóstico depende da precocidade do diagnóstico e tratamento. A não identificação e tratamento podem levar a sequelas neurológicas, ósseas, auditivas e visuais permanentes. Residentes e estudantes devem estar aptos a reconhecer o quadro clínico, solicitar os exames diagnósticos adequados (VDRL, FTA-Abs, radiografias de ossos longos, líquor) e instituir a terapêutica correta para evitar complicações a longo prazo.
Os sinais mais comuns da sífilis congênita precoce incluem hepatomegalia, esplenomegalia, icterícia, rinite serossanguinolenta, lesões cutâneas (pênfigo palmoplantar, rash maculopapular) e pseudoparalisia de Parrot devido à osteocondrite.
A hepatomegalia é frequente devido à disseminação hematogênica do Treponema pallidum para o fígado, causando inflamação e fibrose. Isso pode levar a disfunção hepática, icterícia e colestase, sendo um marcador importante da gravidade da infecção.
A rinite serossanguinolenta na sífilis congênita é caracterizada por secreção nasal persistente, geralmente sanguinolenta, que pode levar a dificuldades respiratórias e alimentares. A diferenciação envolve a pesquisa de outros estigmas da sífilis congênita e testes sorológicos específicos para sífilis.
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