HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
A sífilis congênita é uma infecção transmitida verticalmente e apresenta manifestações clínicas precoces e tardias. Sobre as manifestações precoces dessa condição, é CORRETO afirmar:
Sífilis congênita precoce (<2 anos): hepatoesplenomegalia é comum, assim como rinite, lesões ósseas e neurológicas.
A sífilis congênita precoce, que se manifesta antes dos dois anos de idade, apresenta um espectro amplo de sinais e sintomas. A hepatoesplenomegalia é um achado frequente, indicando disseminação sistêmica da infecção, e é um dos critérios para o diagnóstico de sífilis congênita sintomática.
A sífilis congênita é uma infecção grave transmitida verticalmente da mãe para o feto, causada pela bactéria Treponema pallidum. Suas manifestações clínicas são divididas em precoces (até os dois anos de idade) e tardias (após os dois anos). A incidência da sífilis congênita tem sido um desafio de saúde pública, tornando o conhecimento de suas apresentações clínicas e manejo essencial para todos os profissionais de saúde, especialmente residentes em Pediatria e Ginecologia/Obstetrícia. As manifestações precoces da sífilis congênita são variadas e podem afetar múltiplos sistemas. A hepatoesplenomegalia é um dos achados mais comuns em crianças sintomáticas, refletindo a disseminação sistêmica da espiroqueta. Outros sinais incluem rinite sifilítica, lesões cutâneas polimorfas, lesões ósseas como osteocondrite e periostite (visíveis em radiografias de ossos longos), anemia, icterícia e linfadenopatia. A neurosífilis, manifestando-se como meningoencefalite, também é uma complicação precoce e grave que exige atenção. O diagnóstico da sífilis congênita baseia-se na história materna de sífilis não tratada ou inadequadamente tratada, associada a achados clínicos e laboratoriais no recém-nascido ou lactente (VDRL/RPR reagente com títulos 4x maiores que os maternos, alterações liquóricas, radiografias de ossos longos). O tratamento é feito com penicilina, sendo a via e duração dependentes da classificação do caso. A prevenção, através do rastreamento e tratamento adequado da sífilis na gestante, é a medida mais eficaz para erradicar a doença.
As manifestações precoces da sífilis congênita, que ocorrem antes dos dois anos de idade, incluem hepatoesplenomegalia, rinite sifilítica (coriza serossanguinolenta), lesões cutâneas (maculopapulares, bolhosas), lesões ósseas (osteocondrite, periostite, pseudoparalisia de Parrot), anemia, icterícia e linfadenopatia generalizada. Alterações neurológicas como meningoencefalite também podem ocorrer.
A rinite sifilítica é uma manifestação precoce da sífilis congênita, geralmente aparecendo nas primeiras semanas ou meses de vida. É caracterizada por uma coriza persistente, muitas vezes serossanguinolenta, que pode levar a dificuldades respiratórias e de alimentação.
Não, as alterações neurológicas não são raras na sífilis congênita precoce e podem incluir meningoencefalite, hidrocefalia e convulsões. A neurosífilis congênita é uma condição grave que requer tratamento adequado e acompanhamento rigoroso.
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