Sífilis Congênita: Investigação Completa em RN

SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024

Enunciado

Você foi chamado no alojamento conjunto para prescrever um recém-nascido a termo, com 12 horas de vida. O RN encontra-se assintomático em aleitamento materno exclusivo. A mãe foi diagnosticada com sífilis no último mês de gestação (VDRL 1:16), só tendo realizado uma dose de penicilina benzatina, sem tratamento do parceiro. O VDRL materno no dia do parto foi 1:8. Segundo os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde (2022), a investigação inicial completa para sífilis congênita deve conter os seguintes itens:

Alternativas

  1. A) Exame físico, hemograma completo e VDRL
  2. B) Exame físico, hemograma completo, glicemia, VDRL e estudo do líquor
  3. C) Exame físico, hemograma completo, VDRL, estudo do líquor e radiografia de ossos longos
  4. D) Exame físico, hemograma completo, glicemia, bilirrubina total e frações, função hepática, função renal, VDRL, estudo do líquor, radiografia de tórax e radiografia de ossos longos

Pérola Clínica

Sífilis congênita: investigação completa inclui exame físico, hemograma, VDRL, líquor, RX ossos longos, função hepática/renal, bilirrubinas, glicemia.

Resumo-Chave

A investigação completa da sífilis congênita é crucial para estadiamento e tratamento adequado, especialmente em RNs com mãe inadequadamente tratada. O protocolo do MS (2022) é abrangente, buscando identificar todas as possíveis manifestações sistêmicas da doença.

Contexto Educacional

A sífilis congênita é uma infecção sistêmica grave, transmitida verticalmente, que pode causar sequelas irreversíveis ou óbito. Sua incidência reflete a qualidade do pré-natal e o controle da sífilis na gestação. A investigação adequada do recém-nascido exposto é crucial para o diagnóstico precoce e tratamento oportuno, evitando complicações a longo prazo. A fisiopatologia envolve a disseminação hematogênica do Treponema pallidum para o feto, resultando em inflamação e danos em múltiplos órgãos. O diagnóstico baseia-se na história materna, exame físico do RN e exames complementares que avaliam o acometimento sistêmico. A suspeita deve ser alta em RNs de mães com tratamento inadequado ou sem tratamento. O tratamento é feito com penicilina, e o prognóstico depende da precocidade do diagnóstico e da extensão da doença. É vital seguir os protocolos do Ministério da Saúde para garantir a cobertura diagnóstica e terapêutica completa, minimizando os riscos para o recém-nascido.

Perguntas Frequentes

Quais exames são essenciais na investigação inicial da sífilis congênita?

A investigação inicial completa para sífilis congênita inclui exame físico, hemograma completo, VDRL, estudo do líquor, radiografia de ossos longos, glicemia, bilirrubina total e frações, e testes de função hepática e renal.

Por que a radiografia de ossos longos é importante na sífilis congênita?

A radiografia de ossos longos é fundamental para identificar alterações ósseas características da sífilis congênita, como periostite, osteocondrite e metafisite, que podem ser assintomáticas e indicam doença ativa.

Quando o tratamento materno para sífilis é considerado inadequado?

O tratamento materno é considerado inadequado se a penicilina não foi administrada corretamente (dose, via, intervalo), se o parceiro não foi tratado, se houve reinfecção, ou se o tratamento foi iniciado menos de 30 dias antes do parto.

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