Sífilis Congênita: Principal Via de Transmissão Vertical

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023

Enunciado

A principal via de transmissão vertical da sífilis se dá

Alternativas

  1. A) pela via transplacentária.
  2. B) pela via vaginal.
  3. C) contaminação durante o parto.
  4. D) durante a amamentação

Pérola Clínica

Sífilis congênita → Principal via de transmissão = Transplacentária.

Resumo-Chave

A sífilis congênita é uma infecção grave causada pelo Treponema pallidum transmitida da mãe para o feto. A principal e mais comum via de transmissão é a transplacentária, que pode ocorrer em qualquer fase da gestação, mas o risco e a gravidade aumentam com o avanço da gravidez e da doença materna não tratada.

Contexto Educacional

A sífilis congênita representa um grave problema de saúde pública, sendo uma infecção evitável com consequências devastadoras para o feto e o recém-nascido. A doença é causada pela bactéria Treponema pallidum, e sua transmissão da mãe para o filho é conhecida como transmissão vertical. A principal via de transmissão vertical da sífilis é a transplacentária. O Treponema pallidum é capaz de atravessar a barreira placentária e infectar o feto em qualquer momento da gestação, embora o risco e a gravidade da infecção fetal aumentem com o avanço da gravidez e se a sífilis materna não for tratada ou for tratada inadequadamente. A prevenção da sífilis congênita é um pilar fundamental do cuidado pré-natal. O diagnóstico precoce da sífilis na gestante por meio de testes sorológicos e o tratamento adequado com penicilina benzatina são altamente eficazes para prevenir a infecção fetal. A ausência de tratamento ou o tratamento tardio podem resultar em aborto, natimorto, prematuridade e uma ampla gama de manifestações clínicas e sequelas no recém-nascido, reforçando a importância da vigilância e intervenção oportunas.

Perguntas Frequentes

Em que período da gestação a transmissão transplacentária da sífilis é mais provável?

A transmissão transplacentária do Treponema pallidum pode ocorrer em qualquer fase da gestação, mas o risco aumenta com o avanço da gravidez e da fase da sífilis materna. Gestantes com sífilis primária ou secundária (fases iniciais) têm maior chance de transmitir a infecção.

Quais são as consequências da sífilis congênita para o feto e recém-nascido?

A sífilis congênita pode levar a aborto espontâneo, natimorto, prematuridade, baixo peso ao nascer e uma série de manifestações clínicas no recém-nascido, como hepatoesplenomegalia, lesões cutâneas, osteocondrite, anemia e hidrocefalia, com sequelas graves a longo prazo.

Como prevenir a sífilis congênita?

A prevenção da sífilis congênita baseia-se no diagnóstico precoce e tratamento adequado da sífilis materna durante o pré-natal. O rastreamento sorológico (VDRL ou testes treponêmicos) deve ser realizado no primeiro trimestre, no terceiro trimestre e no momento do parto, com tratamento imediato da gestante e de seu parceiro, se necessário.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo