Sífilis Congênita: Diagnóstico, Tratamento e Seguimento no RN

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2022

Enunciado

Ao chegar à maternidade, gestante testa reagente para sífilis e pela história teve um quadro de sífilis inadequadamente tratado durante a gestação.a) Qual exame você pediria para a gestante? b) Qual (ais) exames você pediria para serem realizados no recém-nascido após o parto?c) Realizando teste não treponêmico no recém-nascido não reagente e todos exames normais. Qual é a conduta?d) É necessário fazer o seguimento deste recém-nascido? e) Se necessário como se faz o seguimento?

Alternativas

Pérola Clínica

Sífilis gestacional inadequadamente tratada → alto risco de sífilis congênita; RN com VDRL não reagente e exames normais = seguimento obrigatório.

Resumo-Chave

Em gestante com sífilis inadequadamente tratada, o risco de sífilis congênita é elevado. A avaliação do RN deve incluir testes treponêmicos e não treponêmicos, além de exames complementares. Mesmo com VDRL não reagente e exames normais, o seguimento sorológico é mandatório devido à possibilidade de soroconversão tardia.

Contexto Educacional

A sífilis na gestação, quando não tratada ou inadequadamente tratada, representa um grave risco para o feto, podendo levar à sífilis congênita, uma condição com alta morbimortalidade. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da gestante são cruciais para prevenir a transmissão vertical. A avaliação da adequação do tratamento materno baseia-se na queda dos títulos de VDRL e no tempo de tratamento em relação ao parto. No recém-nascido, a investigação da sífilis congênita é complexa e envolve a análise de dados maternos, exame físico do RN e exames complementares. O VDRL do RN deve ser realizado em sangue periférico e comparado com o título materno. Exames como hemograma, radiografia de ossos longos e análise do líquor são essenciais para estadiar a doença e guiar a conduta terapêutica. O seguimento do recém-nascido exposto ou tratado para sífilis congênita é mandatório, mesmo em casos de sorologia inicial negativa e exames normais. O VDRL deve ser repetido periodicamente para monitorar a queda dos títulos ou identificar soroconversão tardia. A falha no seguimento pode resultar em sequelas graves e irreversíveis para a criança, reforçando a importância de uma abordagem completa e multidisciplinar.

Perguntas Frequentes

Quais exames são solicitados para a gestante com sífilis?

Para a gestante, solicita-se VDRL (teste não treponêmico) para monitorar a atividade da doença e FTA-Abs ou TP-HA (testes treponêmicos) para confirmar o diagnóstico e diferenciar de cicatriz sorológica.

Quais exames são realizados no recém-nascido para sífilis congênita?

No RN, são solicitados VDRL (no sangue periférico, não cordão), hemograma completo, radiografia de ossos longos, avaliação liquórica (se indicada por alterações clínicas ou sorológicas) e fundoscopia.

Qual a conduta para um RN com VDRL não reagente e exames normais, filho de mãe com sífilis inadequadamente tratada?

Mesmo com VDRL não reagente e exames normais, o RN deve ser acompanhado sorologicamente com VDRL a cada 1-3 meses até os 12-18 meses de vida, pois a soroconversão pode ser tardia, indicando sífilis congênita tardia.

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