UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022
A OMS estima que a ocorrência de sífilis complica um milhão de gestações por ano em todo o mundo. Em relação à sífilis congênita, considere as afirmativas abaixo.Das afirmativas, estão corretas
Sífilis congênita: Prevenção é a chave, com diagnóstico e tratamento materno adequados e oportunos.
A sífilis congênita é uma doença grave e evitável, resultante da transmissão vertical do Treponema pallidum. Suas manifestações podem ser precoces (até 2 anos) ou tardias (após 2 anos), afetando múltiplos sistemas e causando sequelas irreversíveis. O diagnóstico e tratamento adequados da gestante são a principal medida preventiva.
A sífilis congênita é uma doença infecciosa grave causada pela transmissão vertical do Treponema pallidum da mãe para o feto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca a alta prevalência global, tornando a prevenção e o manejo adequados uma prioridade de saúde pública. As manifestações clínicas da sífilis congênita são diversas e podem ser classificadas como precoces (até 2 anos de idade) ou tardias (após 2 anos). As manifestações precoces incluem hepatoesplenomegalia, icterícia, lesões cutâneas, rinite sifilítica, osteocondrite e anemia. As tardias podem envolver dentes de Hutchinson, fronte olímpica, nariz em sela, ceratite intersticial, surdez neurossensorial e alterações neurológicas. O diagnóstico requer uma avaliação cuidadosa da história materna, resultados de testes sorológicos (VDRL/RPR) da mãe e do recém-nascido, e exames complementares. O tratamento da sífilis congênita é feito com penicilina, e a prevenção é a medida mais eficaz, focando na triagem universal e tratamento oportuno e adequado da sífilis em gestantes, bem como o tratamento de seus parceiros. Residentes devem estar aptos a reconhecer os sinais da doença, interpretar os exames e aplicar os protocolos de tratamento e prevenção para garantir a saúde materno-infantil.
A sífilis congênita precoce (até 2 anos) pode apresentar hepatoesplenomegalia, icterícia, lesões cutâneas (pênfigo palmoplantar, rash maculopapular), rinite sifilítica, osteocondrite, pseudoparalisia de Parrot e anemia hemolítica.
O diagnóstico envolve a avaliação clínica do recém-nascido, resultados de testes treponêmicos e não treponêmicos maternos e do RN (VDRL/RPR), exames complementares como radiografia de ossos longos, líquor e hemograma, além da história de tratamento materno.
A prevenção da sífilis congênita baseia-se na triagem universal e tratamento adequado da sífilis em gestantes durante o pré-natal, incluindo o tratamento do(s) parceiro(s) sexual(is) para evitar reinfecção materna.
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