SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023
Recém-nascido pré-termo apresenta, ao nascimento, hepatoesplenomegalia, icterícia, lesões bolhosas em região palmo-plantar bilateral, rinite serossanguinolenta e periostite. A mãe não realizou pré-natal. Esses achados clínicos são sugestivos de qual infecção congênita?
RN com hepatoesplenomegalia, icterícia, lesões bolhosas e rinite serossanguinolenta → forte suspeita de sífilis congênita.
A sífilis congênita é uma infecção sistêmica grave transmitida verticalmente, cujas manifestações clínicas são variadas e podem incluir sinais cutâneos, ósseos e viscerais. A ausência de pré-natal aumenta o risco e a gravidade da apresentação.
A sífilis congênita é uma infecção sistêmica grave causada pelo Treponema pallidum, transmitida da mãe para o feto durante a gestação. Apesar de ser prevenível com o diagnóstico e tratamento adequados da gestante, ainda representa um desafio de saúde pública, especialmente em contextos de pré-natal inadequado. As manifestações clínicas são variadas e podem ser precoces (até 2 anos) ou tardias (após 2 anos), com alta morbimortalidade se não tratada. O diagnóstico da sífilis congênita precoce baseia-se na suspeita clínica em recém-nascidos com achados como hepatoesplenomegalia, icterícia, lesões cutâneas (pênfigo sifilítico, lesões maculopapulares), rinite serossanguinolenta (coriza sifilítica), linfadenopatia e alterações ósseas (periostite, osteocondrite). A confirmação é feita por testes sorológicos (VDRL e FTA-Abs) no RN e na mãe, além de avaliação do líquor e radiografias de ossos longos. O tratamento da sífilis congênita é feito com penicilina cristalina, com o esquema variando conforme a apresentação clínica e a avaliação do líquor. A prevenção é a chave, através do rastreamento universal da sífilis em gestantes no pré-natal e tratamento adequado da mãe e de seus parceiros. O reconhecimento precoce dos sinais clínicos é fundamental para iniciar o tratamento e evitar sequelas graves.
A sífilis congênita precoce pode manifestar-se com hepatoesplenomegalia, icterícia, lesões cutâneas bolhosas ou maculopapulares (especialmente palmo-plantares), rinite serossanguinolenta e alterações ósseas como periostite.
A ausência de pré-natal impede o rastreamento e tratamento da sífilis materna durante a gestação, permitindo a transmissão vertical do Treponema pallidum para o feto, resultando em doença grave.
A diferenciação envolve a análise do perfil clínico completo, exames sorológicos específicos para sífilis (VDRL/FTA-Abs) e outros patógenos (toxoplasmose, rubéola, CMV, herpes), além de exames de imagem para avaliar acometimento ósseo e visceral.
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