Neurossífilis Congênita: Critérios Diagnósticos no Neonatal

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

A sífilis congênita é um agravo evitável, desde que a sífilis gestacional seja diagnosticada e tratada oportunamente. Entretanto, apesar dos esforços, ainda permanece como grave problema de saúde pública. Com relação à sífilis congênita, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A transmissão do Treponema pallidum ocorre, na maioria das vezes, durante o nascimento, por contato direto com as lesões de sífilis no canal do parto.
  2. B) No nascimento, cerca de 60% a 90% dos recém-nascidos com sífilis congênita são assintomáticos.
  3. C) No período neonatal, consideram-se como neurossífilis: VDRL reagente no líquor, ou leucócitos superiores a 25 células/mm³ ou proteína superior a 150mg/dL.
  4. D) Crianças com neurossífilis devem ser tratadas com benzilpenicilina procaína, intramuscular, uma vez ao dia, por dez dias.

Pérola Clínica

Neurossífilis neonatal = VDRL reagente no líquor OU leucócitos > 25/mm³ OU proteína > 150mg/dL.

Resumo-Chave

O diagnóstico de neurossífilis congênita no período neonatal é baseado em critérios específicos do líquor, que incluem VDRL reagente, pleocitose ou proteinorraquia, sendo fundamental para o tratamento adequado e prevenção de sequelas neurológicas.

Contexto Educacional

A sífilis congênita é uma doença grave e evitável, resultante da transmissão vertical do *Treponema pallidum* da mãe para o feto durante a gestação ou, menos frequentemente, no parto. Apesar dos avanços na medicina, ainda representa um desafio de saúde pública. A transmissão ocorre principalmente pela via transplacentária, sendo mais provável em gestantes não tratadas ou inadequadamente tratadas. O diagnóstico e manejo da sífilis congênita exigem conhecimento aprofundado, especialmente no que tange ao acometimento do sistema nervoso central (neurossífilis). No período neonatal, a maioria dos recém-nascidos com sífilis congênita é assintomática ao nascimento, o que torna a triagem e o diagnóstico precoce ainda mais críticos. A neurossífilis congênita é uma forma grave da doença que pode levar a sequelas neurológicas permanentes se não tratada adequadamente. Os critérios para o diagnóstico de neurossífilis congênita em neonatos são bem estabelecidos e incluem a análise do líquor cefalorraquidiano. Um VDRL reagente no líquor, uma contagem de leucócitos superior a 25 células/mm³ (pleocitose) ou um nível de proteína superior a 150 mg/dL (proteinorraquia) são indicativos de neurossífilis. O tratamento da neurossífilis difere do tratamento da sífilis congênita sem acometimento do SNC, exigindo penicilina cristalina intravenosa por um período mais longo, ressaltando a importância de um diagnóstico preciso.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de neurossífilis congênita em neonatos?

O diagnóstico de neurossífilis neonatal é estabelecido pela presença de VDRL reagente no líquor, ou contagem de leucócitos superior a 25 células/mm³, ou nível de proteína superior a 150 mg/dL no líquor cefalorraquidiano.

Qual a importância do VDRL no líquor para o diagnóstico de neurossífilis?

O VDRL reagente no líquor é um marcador direto de atividade sifilítica no sistema nervoso central, sendo um critério diagnóstico fundamental para neurossífilis, mesmo na ausência de outras alterações liquóricas.

Como a neurossífilis congênita difere da sífilis congênita assintomática no tratamento?

A neurossífilis congênita exige um regime de tratamento mais prolongado e com doses mais altas de penicilina cristalina intravenosa, devido à maior gravidade e ao risco de sequelas neurológicas permanentes, em comparação com a sífilis congênita sem acometimento do SNC.

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