HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2023
A sífilis congênita é um agravo evitável, desde que a sífilis gestacional seja diagnosticada e tratada oportunamente. Entretanto, apesar dos esforços, ainda permanece como grave problema de saúde pública. Com relação à sífilis congênita, assinale a alternativa correta.
Neurossífilis neonatal = VDRL reagente no líquor OU leucócitos > 25/mm³ OU proteína > 150mg/dL.
O diagnóstico de neurossífilis congênita no período neonatal é baseado em critérios específicos do líquor, que incluem VDRL reagente, pleocitose ou proteinorraquia, sendo fundamental para o tratamento adequado e prevenção de sequelas neurológicas.
A sífilis congênita é uma doença grave e evitável, resultante da transmissão vertical do *Treponema pallidum* da mãe para o feto durante a gestação ou, menos frequentemente, no parto. Apesar dos avanços na medicina, ainda representa um desafio de saúde pública. A transmissão ocorre principalmente pela via transplacentária, sendo mais provável em gestantes não tratadas ou inadequadamente tratadas. O diagnóstico e manejo da sífilis congênita exigem conhecimento aprofundado, especialmente no que tange ao acometimento do sistema nervoso central (neurossífilis). No período neonatal, a maioria dos recém-nascidos com sífilis congênita é assintomática ao nascimento, o que torna a triagem e o diagnóstico precoce ainda mais críticos. A neurossífilis congênita é uma forma grave da doença que pode levar a sequelas neurológicas permanentes se não tratada adequadamente. Os critérios para o diagnóstico de neurossífilis congênita em neonatos são bem estabelecidos e incluem a análise do líquor cefalorraquidiano. Um VDRL reagente no líquor, uma contagem de leucócitos superior a 25 células/mm³ (pleocitose) ou um nível de proteína superior a 150 mg/dL (proteinorraquia) são indicativos de neurossífilis. O tratamento da neurossífilis difere do tratamento da sífilis congênita sem acometimento do SNC, exigindo penicilina cristalina intravenosa por um período mais longo, ressaltando a importância de um diagnóstico preciso.
O diagnóstico de neurossífilis neonatal é estabelecido pela presença de VDRL reagente no líquor, ou contagem de leucócitos superior a 25 células/mm³, ou nível de proteína superior a 150 mg/dL no líquor cefalorraquidiano.
O VDRL reagente no líquor é um marcador direto de atividade sifilítica no sistema nervoso central, sendo um critério diagnóstico fundamental para neurossífilis, mesmo na ausência de outras alterações liquóricas.
A neurossífilis congênita exige um regime de tratamento mais prolongado e com doses mais altas de penicilina cristalina intravenosa, devido à maior gravidade e ao risco de sequelas neurológicas permanentes, em comparação com a sífilis congênita sem acometimento do SNC.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo