SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024
No que concerne ao atendimento a crianças expostas à sífilis e àquelas com sífilis congênita, assinale a alternativa correta.
Todo RN de mãe com sífilis na gestação deve fazer teste não treponêmico no sangue periférico, independente do tratamento materno.
A avaliação de sífilis congênita em recém-nascidos é complexa e exige a realização de testes não treponêmicos no sangue periférico de todo RN exposto, independentemente do tratamento materno. Testes treponêmicos não são úteis para o diagnóstico inicial devido à transferência passiva de anticorpos maternos.
A sífilis congênita é uma doença grave e prevenível, resultante da transmissão vertical do Treponema pallidum da mãe para o feto. Sua incidência ainda é um desafio de saúde pública no Brasil, e o manejo adequado do recém-nascido exposto é um tema de grande relevância para a pediatria e a saúde coletiva, sendo frequentemente abordado em exames de residência. A avaliação do recém-nascido exposto à sífilis é complexa e deve considerar o histórico materno de sífilis e tratamento, além dos achados clínicos e laboratoriais do bebê. É mandatório que todo recém-nascido de mãe com diagnóstico de sífilis durante a gestação seja submetido a um teste não treponêmico (VDRL ou RPR) no sangue periférico, independentemente do tratamento materno. Este teste é crucial para avaliar a exposição e a possível infecção ativa. O tratamento da sífilis congênita é feito com penicilina, sendo a escolha entre penicilina cristalina ou procaína e a duração do tratamento dependentes da classificação do caso (confirmado, provável, possível, ou apenas exposto) e da presença de neurossífilis. A compreensão detalhada das diretrizes do Ministério da Saúde é essencial para a prática clínica segura e eficaz, visando prevenir as sequelas irreversíveis da doença.
O primeiro passo é realizar um teste não treponêmico (VDRL ou RPR) no sangue periférico do recém-nascido. Além disso, é crucial revisar o histórico materno de sífilis, incluindo diagnóstico, tratamento e títulos dos testes, e realizar um exame físico completo do bebê em busca de estigmas de sífilis congênita.
Testes treponêmicos detectam anticorpos que permanecem positivos por toda a vida e são transferidos passivamente da mãe para o feto. Um resultado positivo no RN pode refletir apenas a presença de anticorpos maternos, não necessariamente uma infecção ativa no bebê, tornando-o inadequado para o diagnóstico inicial.
A penicilina cristalina intravenosa por 10 dias é o tratamento de escolha para recém-nascidos com evidência de neurossífilis (alterações no líquor ou exame neurológico) ou naqueles com sífilis congênita confirmada ou altamente provável que necessitam de tratamento mais intensivo.
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