SMS Piracicaba - Secretaria Municipal de Saúde de Piracicaba (SP) — Prova 2021
Durante o pré-natal as gestantes são investigadas quanto a contaminação pelo Treponema Pallidum. Quanto a sífilis congênita é incorreto afirmar:
Sífilis gestacional: tratamento adequado = queda ≥2 titulações VDRL + término ≥1 mês antes do parto, parceiro tratado simultaneamente.
O tratamento adequado da sífilis na gestação é crucial para prevenir a sífilis congênita. A falha em tratar o parceiro simultaneamente ou a ausência de queda do título do teste não treponêmico inviabiliza a consideração de tratamento adequado, aumentando o risco para o recém-nascido.
A sífilis congênita representa um grave problema de saúde pública, sendo uma infecção transmitida verticalmente pelo Treponema Pallidum durante a gestação. A sua prevenção depende diretamente do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da sífilis na gestante e em seu parceiro durante o pré-natal. A falha no manejo adequado pode levar a desfechos perinatais adversos, como aborto, natimorto, prematuridade e manifestações graves da doença no recém-nascido. O diagnóstico da sífilis na gestação é feito por testes treponêmicos e não treponêmicos. O tratamento adequado da gestante é definido por critérios rigorosos, incluindo a queda de pelo menos duas titulações do teste não treponêmico (VDRL/RPR) e a conclusão do tratamento com penicilina benzatina pelo menos um mês antes do parto. A não adesão a esses critérios ou a ausência de tratamento do parceiro sexual comprometem a eficácia e a segurança do tratamento materno. O acompanhamento do recém-nascido de mãe com sífilis é diferenciado conforme o status do tratamento materno. Recém-nascidos de mães inadequadamente tratadas ou não tratadas são considerados com sífilis congênita e requerem investigação e tratamento específicos. A vigilância epidemiológica e a educação em saúde são pilares para o controle da sífilis congênita, visando reduzir a morbimortalidade associada a essa condição.
Uma gestante é considerada adequadamente tratada se houver queda de pelo menos duas titulações do teste não treponêmico (VDRL/RPR) e o tratamento tiver sido concluído no mínimo um mês antes do parto. Além disso, o parceiro sexual deve ter sido tratado simultaneamente.
O tratamento simultâneo do parceiro é fundamental para evitar a reinfecção da gestante. Se o parceiro não for tratado, a gestante pode ser reinfectada, comprometendo a eficácia do tratamento materno e aumentando o risco de sífilis congênita para o feto.
Recém-nascido exposto é aquele cuja mãe teve sífilis no pré-natal e foi adequadamente tratada. Recém-nascido com sífilis congênita é aquele cuja mãe teve sífilis e foi inadequadamente tratada, não tratada ou tratada com falha terapêutica, apresentando evidências clínicas ou laboratoriais da doença.
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