Sífilis Congênita: Diagnóstico e Tratamento no RN

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022

Enunciado

Com relação ao tratamento de sífilis congênita é correto afirmar, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Para todos os RN de mães com sífilis não tratada ou inadequadamente tratada, independentemente do resultado do teste não treponêmico (ex.: VDRL) do RN, realizar: hemograma, radiografia de ossos longos e punção lombar, além de outros exames, quando houver indicação clínica.
  2. B) Se a mãe for adequadamente tratada e RN for assintomático e o teste não treponêmico for não reagente, proceder apenas com Penicilina G benzatina?, na dose única de 50.000 UI/kg.
  3. C) Penicilina G benzatina?, na dose única de 50.000 UI/kg, IM. O acompanhamento é obrigatório, incluindo o seguimento com teste não treponêmico sérico após conclusão do tratamento.
  4. D) Para todos os RN de mães adequadamente tratadas, realizar o teste não treponêmico (ex.: VDRL) em amostra de sangue periférico do RN. Se reagente e com titulação maior do que a materna, e/ou na presença de alterações clínicas, realizar hemograma, radiografia de ossos longos e análise do LCR.

Pérola Clínica

RN de mãe adequadamente tratada, assintomático e VDRL não reagente → NÃO necessita tratamento com Penicilina G benzatina.

Resumo-Chave

Recém-nascidos de mães adequadamente tratadas para sífilis, que são assintomáticos e têm testes não treponêmicos negativos, geralmente não precisam de tratamento com penicilina, apenas acompanhamento. O tratamento é reservado para casos de sífilis congênita confirmada ou provável.

Contexto Educacional

A sífilis congênita é uma doença grave, evitável e de notificação compulsória, resultante da transmissão vertical do *Treponema pallidum* da mãe para o feto. O manejo adequado da gestante com sífilis e do recém-nascido exposto é crucial para prevenir sequelas graves e óbito. As diretrizes de tratamento são complexas e dependem do status de tratamento materno, da presença de sintomas no RN e dos resultados de exames complementares. A avaliação do recém-nascido de mãe com sífilis exige uma abordagem sistemática. Em casos de mãe não tratada ou inadequadamente tratada, o RN é considerado de alto risco e necessita de investigação completa (hemograma, radiografia de ossos longos, punção lombar) e tratamento com Penicilina G cristalina, mesmo que assintomático e com VDRL não reagente. A Penicilina G benzatina é reservada para situações específicas de baixo risco ou para acompanhamento. A alternativa incorreta na questão destaca um erro comum: tratar com Penicilina G benzatina um RN de mãe adequadamente tratada, assintomático e com VDRL não reagente. Nesses casos, o RN geralmente não precisa de tratamento, apenas de acompanhamento sorológico rigoroso. O acompanhamento de todos os RN expostos é fundamental para monitorar a resposta sorológica e garantir a cura, evitando a progressão da doença.

Perguntas Frequentes

Quais exames devem ser realizados em RN de mães com sífilis não tratada ou inadequadamente tratada?

Devem ser realizados hemograma, radiografia de ossos longos e punção lombar para análise do LCR, além de outros exames conforme indicação clínica, independentemente do VDRL do RN.

Qual o tratamento padrão para sífilis congênita confirmada ou provável?

O tratamento padrão é a Penicilina G cristalina intravenosa por 10 dias, ou Penicilina G procaína intramuscular por 10 dias, dependendo do quadro clínico e da presença de alterações no LCR.

Como é feito o acompanhamento de um RN exposto à sífilis?

O acompanhamento inclui testes não treponêmicos séricos (VDRL) a cada 1-3 meses até a negativação ou estabilização dos títulos, além de avaliação clínica e neurológica periódica, para garantir a erradicação da infecção.

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