UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2024
A sífilis congênita é uma preocupação significativa em saúde materno-infantil. O Ministério da Saúde estabelece protocolos para o manejo adequado dessa condição. De acordo com a referência citada, identifique a alternativa INCORRETA:
Sífilis congênita: muitos RN são assintomáticos ao nascimento; VDRL RN < VDRL materno não exclui infecção.
A sífilis congênita é um desafio diagnóstico, pois grande parte dos recém-nascidos infectados pode ser assintomática ao nascimento, dificultando a identificação precoce apenas pelo exame físico. O acompanhamento sorológico e a avaliação completa são cruciais, mesmo em casos de tratamento materno adequado.
A sífilis congênita é uma infecção grave transmitida verticalmente pelo Treponema pallidum, com alta morbimortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. Sua prevalência reflete a qualidade do pré-natal e o controle da sífilis na gestação, sendo um importante indicador de saúde pública. O manejo adequado da gestante e do recém-nascido é fundamental para prevenir sequelas. O diagnóstico da sífilis congênita é complexo, pois a maioria dos recém-nascidos infectados (cerca de 70%) é assintomática ao nascimento. A suspeita diagnóstica baseia-se na história materna (tratamento inadequado ou ausente), exame físico do RN e exames laboratoriais (VDRL do RN, hemograma, radiografia de ossos longos, líquor). A interpretação do VDRL do RN deve considerar o título materno. O tratamento da sífilis congênita é feito com penicilina, sendo a via e a duração dependentes da classificação do caso (confirmado, provável, possível ou assintomático com tratamento materno inadequado). O acompanhamento ambulatorial é essencial para todos os recém-nascidos expostos, mesmo aqueles com tratamento materno adequado e exames normais, para monitorar a sorologia e o desenvolvimento.
Os sinais podem ser variados, incluindo hepatoesplenomegalia, lesões cutâneas, rinite serossanguinolenta, icterícia, anemia e alterações ósseas. No entanto, muitos recém-nascidos são assintomáticos ao nascimento.
O VDRL materno é crucial para identificar gestantes infectadas e tratá-las. No recém-nascido, o VDRL é usado para avaliar a infecção, sendo títulos iguais ou maiores que o materno (ou 4x maiores) sugestivos de infecção, mas mesmo títulos menores exigem acompanhamento.
O tratamento materno é inadequado se não for com penicilina, se iniciado menos de 30 dias antes do parto, se a dose for insuficiente, se houver falha terapêutica ou se a parceira sexual não for tratada.
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