HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2020
Acerca das patologias na infância, julgue o item a seguir. A grande maioria dos recém-nascidos com sífilis congênita apresenta algum sinal ou sintoma ao nascer, principalmente com alterações nos ossos longos detectáveis ao exame radiológico.
Sífilis congênita: >60% dos RNs são assintomáticos ao nascer, mesmo com infecção.
A maioria dos recém-nascidos com sífilis congênita não apresenta sinais ou sintomas ao nascer. As manifestações clínicas, incluindo alterações ósseas, podem surgir nas primeiras semanas ou meses de vida, tornando o rastreamento e tratamento materno cruciais para a prevenção.
A sífilis congênita é uma doença infecciosa grave causada pela transmissão vertical do Treponema pallidum da mãe para o feto. Apesar de ser prevenível com o tratamento adequado da gestante, ainda representa um desafio de saúde pública. É crucial que estudantes e residentes compreendam que a maioria dos recém-nascidos infectados (cerca de 60-70%) pode ser assintomática ao nascer, o que exige uma alta suspeição clínica e investigação baseada no rastreamento sorológico materno durante o pré-natal e no parto. As manifestações, quando presentes, podem ser inespecíficas e surgir semanas ou meses após o nascimento, classificando-se como sífilis congênita precoce (até 2 anos) ou tardia (após 2 anos). O diagnóstico da sífilis congênita envolve uma abordagem multifacetada, incluindo a avaliação da história de tratamento materno, exames sorológicos do recém-nascido (testes não treponêmicos como VDRL/RPR e treponêmicos como FTA-Abs/TPHA), exame físico detalhado e exames complementares. A radiografia de ossos longos é um exame fundamental, pois pode revelar alterações como osteocondrite e periostite, mesmo em bebês assintomáticos, indicando a necessidade de tratamento. Outros exames incluem hemograma completo, avaliação do líquor e ultrassonografia abdominal. O tratamento da sífilis congênita é feito com penicilina cristalina ou procaína, dependendo da classificação do caso. A prevenção é a medida mais eficaz, enfatizando a importância do pré-natal de qualidade, rastreamento sorológico para sífilis em todas as gestantes e tratamento adequado e oportuno das mães e seus parceiros. A compreensão desses aspectos é vital para a prática clínica e para a aprovação em provas de residência.
A maioria dos recém-nascidos com sífilis congênita é assintomática ao nascer. Quando presentes, os sinais podem incluir hepatoesplenomegalia, icterícia, anemia, lesões cutâneas (pênfigo palmoplantar, rash maculopapular), rinite sifilítica e alterações ósseas.
A radiografia de ossos longos é crucial para identificar alterações como osteocondrite, periostite e osteíte, que são manifestações precoces e comuns da sífilis congênita, mesmo em recém-nascidos assintomáticos. Essas alterações são indicativas de infecção e guiam o tratamento.
O diagnóstico baseia-se na história materna de sífilis não tratada ou inadequadamente tratada, exames sorológicos do recém-nascido (VDRL/RPR e FTA-Abs/TPHA), avaliação clínica, radiografia de ossos longos, líquor e hemograma. A interpretação conjunta desses achados é fundamental.
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