Sífilis Congênita: Diagnóstico, Tratamento e Complicações

HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2024

Enunciado

A sífilis continua a ser um desafio significativo para os serviços de saúde pública, apesar de ter um agente etiológico bem definido e tratamentos eficazes. Com relação ao diagnóstico e tratamento da sífilis e da sífilis congênita, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Na sífilis recente, mais fácil de ser reconhecida na gestante pelas manifestações clínicas, utiliza-se 2.400.000 UI de penicilina benzatina em dose única.
  2. B) A anemia fetal provoca insuficiência cardíaca fetal, principal causa de morte destes fetos, traduzida como intenso edema e aumento cardíaco.
  3. C) As lesões cutâneas da sífilis no recém-nascido são do tipo ulceradas de fundo limpo, indolor e com borda endurecida, vistas principalmente na palma das mãos e planta dos pés, sem sinais inflamatórios adjacentes.
  4. D) A sífilis congênita diagnosticada após os dois anos de idade, pode apresentar lesões reversíveis dependendo do grau da lesão

Pérola Clínica

Sífilis congênita grave → anemia fetal → insuficiência cardíaca fetal → hidropsia fetal.

Resumo-Chave

A sífilis congênita pode levar a anemia fetal grave, que sobrecarrega o coração fetal, resultando em insuficiência cardíaca e hidropsia fetal, uma das principais causas de mortalidade perinatal.

Contexto Educacional

A sífilis, causada pelo Treponema pallidum, permanece um grave problema de saúde pública, especialmente devido ao risco de transmissão vertical e desenvolvimento da sífilis congênita. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da gestante são fundamentais para prevenir as graves consequências para o feto e o recém-nascido. A sífilis congênita pode manifestar-se de diversas formas, desde quadros assintomáticos ao nascimento até formas graves como a hidropsia fetal. A anemia fetal é uma complicação séria, que pode levar à insuficiência cardíaca fetal e, consequentemente, à hidropsia, sendo uma das principais causas de morte fetal e neonatal. As lesões cutâneas no recém-nascido são variadas (pênfigo sifilítico, máculas, pápulas), diferindo do cancro duro primário. O tratamento da sífilis na gestante é feito com penicilina benzatina, com esquemas que variam de dose única a três doses semanais, dependendo do estágio da doença. A sífilis congênita diagnosticada após os dois anos de idade (tardia) pode apresentar lesões irreversíveis, como tíbia em sabre, dentes de Hutchinson e ceratite intersticial, reforçando a importância da prevenção e tratamento oportunos.

Perguntas Frequentes

Quais são as manifestações da sífilis congênita precoce?

As manifestações da sífilis congênita precoce (até 2 anos) incluem pênfigo sifilítico, rinite serossanguinolenta, hepatoesplenomegalia, icterícia, anemia, osteocondrite e periostite.

Qual o tratamento de escolha para sífilis na gestante?

O tratamento de escolha para sífilis em gestantes é a penicilina benzatina. A dose e o esquema variam conforme o estágio da sífilis (recente ou tardia), sendo crucial para prevenir a sífilis congênita.

Como a sífilis pode afetar o feto?

A sífilis pode causar aborto espontâneo, natimorto, prematuridade, baixo peso ao nascer, e uma série de manifestações congênitas, incluindo anemia, hidropsia fetal, lesões ósseas, hepáticas e neurológicas.

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