Sífilis Congênita: Diagnóstico e Prevenção de DSTs

HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019

Enunciado

Sobre as doenças sexualmente transmissíveis, podemos afirmar: 

Alternativas

  1. A) A Neisseria gonorrhoeae é um diplococo Gram-positivo altamente sensível à dessecação, não podendo sobreviver por mais de 1 ou 2 horas no meio ambiente. Por isso é transmitida, sobretudo em adultos, por contato sexual.
  2. B) Na sífilis, mais de 50% dos recém-nascidos infectados por transmissão vertical apresentam infecção assintomática ao nascimento com surgimento dos primeiros sintomas, geralmente nos primeiros 3 meses de vida.
  3. C) O granuloma inguinal, também chamado donovanose, tem como agente infeccioso o Haemophilus ducreyi. 
  4. D) O uso preferencial de azitromicina no tratamento das clamídias se justifica pela alta resistência destes patógenos às tetraciclinas.
  5. E) Não existem doenças de transmissão sexual preveníveis por vacina.

Pérola Clínica

Sífilis congênita: >50% RNs assintomáticos ao nascer, sintomas surgem nos primeiros 3 meses.

Resumo-Chave

A sífilis congênita é uma infecção grave que pode ser transmitida verticalmente. É crucial saber que muitos recém-nascidos infectados são assintomáticos ao nascimento, e os sinais da doença podem demorar a aparecer, geralmente nos primeiros três meses de vida, exigindo vigilância e tratamento precoce.

Contexto Educacional

As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), atualmente referidas como Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), representam um grave problema de saúde pública global. A sífilis, causada pela bactéria Treponema pallidum, é uma das ISTs mais importantes, especialmente devido à sua capacidade de transmissão vertical, resultando na sífilis congênita. A sífilis congênita pode ter manifestações variadas, desde aborto espontâneo e natimorto até quadros graves no recém-nascido. Um ponto crucial é que mais de 50% dos recém-nascidos infectados podem ser assintomáticos ao nascimento, com o surgimento dos primeiros sinais e sintomas ocorrendo geralmente nos primeiros três meses de vida, o que exige um alto índice de suspeita e triagem pré-natal adequada. Outras ISTs relevantes incluem a gonorreia, causada pela Neisseria gonorrhoeae (um diplococo Gram-negativo), e a clamídia, causada pela Chlamydia trachomatis. O tratamento da clamídia com azitromicina é preferencial devido à sua posologia de dose única, embora as tetraciclinas também sejam eficazes. É fundamental destacar que existem ISTs preveníveis por vacina, como as infecções por HPV e Hepatite B, ressaltando a importância da imunização como estratégia de saúde pública.

Perguntas Frequentes

Quais são as características da Neisseria gonorrhoeae?

A Neisseria gonorrhoeae é um diplococo Gram-negativo, e não Gram-positivo, que é altamente sensível à dessecação, sendo transmitida principalmente por contato sexual.

Qual o agente etiológico do granuloma inguinal (donovanose)?

O granuloma inguinal, ou donovanose, é causado pela Klebsiella granulomatis (anteriormente Calymmatobacterium granulomatis), e não pelo Haemophilus ducreyi, que causa o cancro mole.

Existem DSTs que podem ser prevenidas por vacinação?

Sim, existem. Exemplos importantes são a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), prevenível pela vacina HPV, e a Hepatite B, prevenível pela vacina contra Hepatite B.

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