Sífilis Congênita: Diagnóstico e Manifestações Clínicas

HE Cachoeiro - Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim (ES) — Prova 2020

Enunciado

Sífilis congênita é uma infecção de múltiplos sistemas, causada pelo Treponema pallidum e transmitida ao feto pela placenta. Em relação a sífilis congênita, assinale a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) A sífilis congênita precoce manifesta-se com erupções vesiculobolhosas características ou erupção macular com coloração cúprica nas palmas das mãos e nas solas dos pés.
  2. B) A sífilis congênita tardia geralmente se manifesta após o segundo mês de vida e causa úlcera gomosa.
  3. C) A suspeita diagnóstica de sífilis congênita precoce baseia-se usualmente na sorologia materna, realizada de rotina no início da gestação, com frequência no terceiro trimestre e no parto.
  4. D) A sífilis pode causar muitas anormalidades diferentes nas radiografias dos ossos longos.

Pérola Clínica

Sífilis congênita tardia = manifestações > 2 anos de vida.

Resumo-Chave

A sífilis congênita tardia é definida por manifestações clínicas que surgem após os dois anos de idade, diferentemente da sífilis congênita precoce, que se manifesta nos primeiros dois anos. A alternativa B está incorreta ao afirmar que a sífilis congênita tardia se manifesta após o segundo mês de vida.

Contexto Educacional

A sífilis congênita é uma infecção grave causada pelo Treponema pallidum, transmitida verticalmente da mãe para o feto durante a gestação. Sua prevalência é um indicador importante da qualidade do pré-natal e da saúde pública. A compreensão de suas manifestações e diagnóstico é crucial para residentes, dada a morbidade e mortalidade associadas se não tratada adequadamente. O diagnóstico precoce é fundamental e frequentemente se inicia com a sorologia materna de rotina no pré-natal. As manifestações clínicas variam conforme o período: a sífilis congênita precoce (até 2 anos) pode incluir lesões cutâneas, rinite, hepatoesplenomegalia e alterações ósseas. Já a sífilis congênita tardia (após 2 anos) pode levar a deformidades ósseas, neurossífilis, ceratite intersticial e surdez. O tratamento da sífilis congênita é baseado na penicilina, sendo a escolha e o esquema terapêutico dependentes da idade do paciente, das manifestações clínicas e dos resultados dos exames complementares. A prevenção, através do diagnóstico e tratamento adequados da gestante, é a medida mais eficaz para erradicar a doença e suas sequelas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais da sífilis congênita precoce?

A sífilis congênita precoce pode apresentar erupções vesiculobolhosas ou maculares, rinite sifilítica, hepatoesplenomegalia, icterícia e alterações ósseas como osteocondrite e periostite.

Como é feito o diagnóstico da sífilis congênita?

O diagnóstico baseia-se na sorologia materna (VDRL/RPR e FTA-Abs/TPHA), exame físico do neonato, exames complementares como radiografias de ossos longos, líquor e hemograma, além da avaliação da placenta e cordão umbilical.

Qual a diferença entre sífilis congênita precoce e tardia?

A sífilis congênita precoce manifesta-se nos primeiros dois anos de vida, enquanto a sífilis congênita tardia apresenta sinais e sintomas após os dois anos de idade, como tíbia em sabre, nariz em sela e dentes de Hutchinson.

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