PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2022
Bebê, sexo masculino, é levado, duas semanas após o parto, na maternidade de nascimento, com febre e eritema maculopapular em tronco, palmas e plantas de pés, com secreção nasal serosanguinolenta e hipocromia de mucosas. A mãe não fez pré-natal completo. Um exame da mãe revela VDRL positivo com titulo de 1:32. Segundo as normas do Ministério da Saúde, especifique em que consultas seria o melhor momento para a mãe dessa criança ter realizado o teste para o diagnóstico de sífilis:
Rastreamento sífilis gestacional: VDRL na 1ª consulta, início 3º trimestre e no parto/abortamento.
O rastreamento da sífilis na gestação é fundamental para prevenir a sífilis congênita, uma doença grave com múltiplas manifestações. As diretrizes do Ministério da Saúde recomendam testagem em momentos chave do pré-natal para garantir a detecção precoce e o tratamento oportuno, protegendo o feto.
A sífilis congênita é uma doença grave, prevenível e de notificação compulsória, resultante da transmissão vertical do Treponema pallidum da mãe para o feto. A ausência de pré-natal adequado ou o rastreamento incompleto da sífilis materna são os principais fatores de risco. O caso clínico descreve um bebê com manifestações clássicas de sífilis congênita precoce, como eritema maculopapular e rinite serosanguinolenta, reforçando a importância do diagnóstico e tratamento materno oportunos. As diretrizes do Ministério da Saúde para o rastreamento da sífilis na gestação são claras e visam a detecção precoce da infecção. Recomenda-se a realização de um teste treponêmico (rápido ou laboratorial) e um teste não treponêmico (VDRL ou RPR) na primeira consulta de pré-natal. Se ambos forem negativos, o VDRL deve ser repetido no início do terceiro trimestre (28ª semana) e, idealmente, no momento do parto ou em caso de abortamento, para identificar infecções recentes ou reinfecções. O tratamento da sífilis na gestação com penicilina benzatina é altamente eficaz na prevenção da sífilis congênita. É fundamental que o tratamento seja administrado corretamente, com doses adequadas e que o parceiro sexual também seja tratado para evitar a reinfecção materna. A falha no tratamento materno ou o tratamento inadequado são as principais causas de sífilis congênita, ressaltando a necessidade de adesão rigorosa aos protocolos de saúde pública.
A sífilis congênita precoce (até 2 anos de idade) pode se manifestar com lesões cutâneas (pênfigo palmoplantar, eritema maculopapular), rinite serosanguinolenta, hepatoesplenomegalia, icterícia, anemia, osteocondrite e pseudoparalisia de Parrot.
O tratamento de escolha para sífilis em gestantes é a penicilina benzatina, na dose e esquema adequados para o estágio da doença. É o único antibiótico com comprovada eficácia para prevenir a transmissão vertical e tratar o feto in utero.
A repetição do VDRL é crucial porque a gestante pode adquirir sífilis após o primeiro teste negativo ou ser re-infectada. A detecção tardia permite o tratamento imediato, reduzindo o risco de sífilis congênita, mesmo que o tratamento seja menos eficaz do que se iniciado precocemente.
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