CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2019
O número de casos de sífilis congênita vem aumentando no país nos últimos anos, o que é uma tendência também observada em outros países. Sobre a sífilis congênita afirma-se:I - O aumento de notificação dos casos pode ser decorrente de melhor cobertura diagnóstica, redução do uso de preservativo e maior taxa de infecção entre gestantes, resistência dos profissionais de saúde para o uso da penicilina e melhora dos sistemas de vigilância e notificação. II - A transmissão fetal pode ocorrer em todas as idades gestacionais e está relacionada com a fase de infecção materna, com um risco de 60% a 100% nas fases primária e secundária, decrescente até 8% na fase latente tardia.III - O diagnóstico sorológico neonatal pode ser realizado em amostras de sangue do cordão umbilical coletadas ao nascimento, sem necessidade de coleta de sangue do recém-nascido.
Sífilis congênita: transmissão fetal ocorre em todas as idades gestacionais, risco maior nas fases primária/secundária maternas.
A sífilis congênita é um grave problema de saúde pública. A transmissão vertical pode ocorrer em qualquer fase da gestação, mas o risco é significativamente maior nas fases iniciais da infecção materna (primária e secundária), devido à maior carga treponêmica. O diagnóstico neonatal sorológico requer amostra do RN, não apenas do cordão.
A sífilis congênita representa um sério desafio de saúde pública, com o número de casos em ascensão globalmente. É uma doença evitável que resulta da transmissão vertical do Treponema pallidum da gestante infectada para o feto. A compreensão de sua epidemiologia, fatores de risco e mecanismos de transmissão é crucial para a prevenção e manejo eficazes. A transmissão fetal pode ocorrer em qualquer idade gestacional, com o risco diretamente proporcional à fase da infecção materna; é mais elevado nas fases primária e secundária (60-100%) e decresce nas fases latentes. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da gestante com penicilina são as medidas mais eficazes para prevenir a sífilis congênita. A resistência à penicilina não é um fator na sífilis. O diagnóstico sorológico neonatal é complexo e exige amostra de sangue periférico do recém-nascido, não apenas do cordão umbilical, para evitar resultados falso-positivos por contaminação ou pela presença de anticorpos maternos. A vigilância epidemiológica e a notificação são fundamentais para monitorar a incidência e direcionar as políticas de saúde pública.
O aumento pode ser multifatorial, incluindo melhor notificação, redução do uso de preservativos, maior taxa de infecção em gestantes e, por vezes, resistência ao uso da penicilina.
A transmissão fetal pode ocorrer em qualquer idade gestacional, mas o risco é maior nas fases primária e secundária da infecção materna, podendo chegar a 100%.
O diagnóstico sorológico neonatal requer amostra de sangue periférico do recém-nascido para testes como VDRL, não sendo suficiente apenas a amostra de sangue do cordão umbilical.
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