DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2024
Gestante, primípara, apresenta VDRL positivo 1/16 no segundo trimestre da gestação. Seu parceiro, apresenta VDRL positivo 1/8. Ambos recebem 3 doses de Penicilina Benzatina. No momento do parto, VDRL Materno 1/4. Parto ocorre sem complicações, vaginal. RN nascido a termo, com boa vitalidade, APGAR 8/9, sem alterações no exame físico. Realizado VDRL de sangue periférico do RN com resultado 1/2. Qual a conduta mais acertada?
RN assintomático com VDRL ≤ materno e mãe tratada adequadamente → apenas seguimento sorológico, sem tratar.
A conduta mais acertada é o seguimento ambulatorial. O RN é assintomático, e o título do VDRL do RN (1/2) é inferior ao título materno no parto (1/4). Além disso, a mãe e o parceiro foram tratados adequadamente. Nessas condições, não há indicação de tratamento para sífilis congênita, apenas acompanhamento sorológico para confirmar a negativação dos anticorpos passivamente transferidos.
A sífilis congênita é uma doença grave com potencial de causar sequelas irreversíveis no recém-nascido, sendo um importante problema de saúde pública. A prevenção e o manejo adequado durante a gestação e no período neonatal são cruciais. O diagnóstico e a conduta no recém-nascido exposto à sífilis materna são complexos e exigem a avaliação de múltiplos fatores, incluindo o tratamento materno, a titulação do VDRL materno e do RN, e a presença de sinais clínicos ou laboratoriais no bebê. Um ponto chave é a interpretação do VDRL do recém-nascido. Um VDRL reagente no RN não significa automaticamente sífilis congênita, pois anticorpos maternos podem ser passados passivamente. A indicação de tratamento para sífilis congênita no RN é baseada em critérios rigorosos: VDRL do RN com título 2 ou mais vezes maior que o materno, presença de manifestações clínicas ou laboratoriais da doença no RN, ou tratamento materno inadequado/ausente. Se o RN é assintomático, a mãe foi adequadamente tratada e o VDRL do RN é igual ou inferior ao materno, o tratamento não é indicado. Nesses casos, a conduta mais acertada é o seguimento sorológico ambulatorial, com VDRL seriado para monitorar a queda dos anticorpos maternos. A penicilina benzatina é o tratamento de escolha quando indicada. Residentes devem dominar esses critérios para evitar tratamentos desnecessários, que expõem o RN a riscos, e para garantir que os casos que realmente necessitam de intervenção sejam tratados prontamente e de forma eficaz.
O VDRL do recém-nascido indica tratamento para sífilis congênita se o título for duas ou mais vezes maior que o título materno no parto, se o RN apresentar sintomas clínicos ou laboratoriais de sífilis congênita, ou se a mãe não foi tratada ou foi tratada inadequadamente.
A titulação do VDRL é crucial para diferenciar anticorpos passivamente transferidos da mãe para o feto de uma infecção ativa no RN. Se o título do RN for igual ou menor que o materno, e o RN for assintomático com mãe adequadamente tratada, geralmente não há indicação de tratamento.
Para um RN exposto à sífilis, mas sem indicação de tratamento, o seguimento sorológico envolve a realização de testes não treponêmicos (VDRL) quantitativos com 1, 3, 6, 12 e 18 meses de vida. O teste treponêmico (FTA-Abs ou TPPA) deve ser realizado aos 18 meses para confirmar a negativação dos anticorpos maternos.
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