HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
O Ministério da Saúde estabelece protocolos para o manejo adequado da sífilis congênita. De acordo com a o Ministério da Saúde identifique a alternativa INCORRETA:
Sífilis congênita precoce → >50% dos recém-nascidos são ASSINTOMÁTICOS ao nascimento.
O diagnóstico de sífilis congênita é predominantemente laboratorial e epidemiológico, visto que a maioria dos infectados não apresenta sinais clínicos clássicos no momento do parto.
A sífilis congênita permanece um grave problema de saúde pública no Brasil, refletindo falhas no pré-natal. O Ministério da Saúde estabelece critérios rigorosos para o diagnóstico, baseando-se na história de tratamento da gestante e nos resultados laboratoriais do binômio. A penicilina benzatina é o padrão-ouro, sendo a única capaz de atravessar a barreira placentária e tratar o feto. O acompanhamento do recém-nascido exposto exige vigilância clínica e laboratorial rigorosa. Mesmo bebês de mães adequadamente tratadas precisam de seguimento ambulatorial com VDRL seriado para garantir a queda dos títulos. A detecção de qualquer alteração clínica ou laboratorial impõe a investigação completa, incluindo punção lombar para avaliação de neurossífilis e radiografia de ossos longos.
Para ser considerado adequado, o tratamento deve ser realizado com penicilina benzatina (única droga eficaz para o feto), em dose apropriada para o estágio da sífilis, iniciado pelo menos 30 dias antes do parto e com a queda documentada dos títulos de VDRL. O tratamento do parceiro não é mais critério para definir adequação do tratamento materno para fins de notificação do bebê, embora seja essencial para evitar reinfecção.
Embora a maioria seja assintomática, as manifestações podem incluir rinite serossanguinolenta, pênfigo palmoplantar, hepatosplenomegalia, icterícia, anemia hemolítica e alterações radiológicas (periostite, osteocondrite). Essas manifestações ocorrem nos primeiros dois anos de vida, geralmente surgindo nas primeiras semanas após o nascimento.
O VDRL deve ser realizado em sangue periférico do bebê (nunca sangue de cordão). Um título de VDRL do recém-nascido maior que o materno em duas ou mais diluições (ex: 1:16 no bebê e 1:4 na mãe) é indicativo de sífilis congênita. Se o título for menor ou igual, a conduta depende da adequação do tratamento materno e do exame físico do bebê.
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