Prontobaby - Hospital da Criança (RJ) — Prova 2021
Mãe chega à maternidade sem o cartão de pré-natal, porém informa ter realizado todos os exames solicitados pelo médico assistente. No rastreamento inicial é detectado VDRL de 1/32 e VDRL de 1/16 do RN. A conduta a ser realizada é:
Sífilis congênita: VDRL materno/RN reagente + pré-natal inadequado → Investigar e tratar RN conforme acometimento.
Na sífilis congênita, a ausência de pré-natal adequado ou tratamento materno incompleto/ineficaz, associada a VDRL reagente na mãe e RN, exige investigação completa do RN para determinar a extensão da doença (SNC, ossos, hemato) e guiar o esquema terapêutico com penicilina cristalina.
A sífilis congênita é uma infecção grave causada pelo Treponema pallidum, transmitida da mãe para o feto durante a gestação. A ausência de pré-natal ou um tratamento materno inadequado são os principais fatores de risco. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir sequelas graves no recém-nascido, que podem variar desde manifestações leves até óbito fetal ou neonatal. A doença pode afetar múltiplos órgãos e sistemas, incluindo o sistema nervoso central, ossos, fígado e pele. A investigação do recém-nascido com suspeita de sífilis congênita, especialmente quando a mãe não teve pré-natal ou tratamento adequado, deve ser abrangente. Inclui a realização de VDRL do RN, hemograma completo com plaquetas, radiografia de ossos longos para identificar alterações como osteocondrite ou periostite, e punção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) para descartar neurosífilis. A presença de alterações no LCR, como pleocitose ou aumento de proteínas, indica acometimento do SNC e exige um regime terapêutico mais intensivo. O tratamento da sífilis congênita é feito com penicilina. A escolha entre penicilina benzatina (dose única) e penicilina cristalina (esquema de 10 a 14 dias) depende da extensão da doença e do acometimento do SNC. A penicilina cristalina é reservada para casos com neurosífilis ou outras manifestações graves, garantindo a penetração adequada no sistema nervoso central. A compreensão desses protocolos é vital para a prática pediátrica e obstétrica, visando a saúde do binômio mãe-bebê.
Os exames essenciais incluem VDRL do RN, hemograma completo com plaquetas, radiografia de ossos longos (para osteocondrite ou periostite), e punção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) para avaliar neurosífilis.
A penicilina cristalina é indicada quando há evidência de sífilis congênita confirmada ou altamente provável, especialmente se houver acometimento do sistema nervoso central (LCR alterado) ou outras manifestações clínicas graves, exigindo um tratamento prolongado (10 a 14 dias).
O VDRL materno indica a exposição da mãe à sífilis. O VDRL do RN, se reagente e com título maior ou igual ao da mãe (ou 4x maior), ou se a mãe não foi adequadamente tratada, sugere sífilis congênita. É um teste não treponêmico que monitora a atividade da doença.
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