Sífilis Congênita: Guia de Seguimento Laboratorial Essencial

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024

Enunciado

Criança de 26 dias de vida, termo, sexo feminino, vem para consulta ambulatorial com relato de tratamento para sífilis congênita. Realizou 10 dias de penicilina cristalina, porém há relato de exame liquórico sem alterações. Genitora nega queixas, refere que está ofertando seio materno sob livre demanda e que a criança tem boa diurese e boa evacuação. Durante seu exame físico, a criança apresentava todos os parâmetros esperados para a idade. Genitora questiona acerca do seguimento clínico e laboratorial da criança. Assinale a alternativa que indica a sequência de exames obrigatórios para o seguimento dessa criança.

Alternativas

  1. A) Precisará repetir o exame liquórico aos 6 meses de idade.
  2. B) A tomografia de crânio precisará ser solicitada aos 12 meses de vida.
  3. C) Deverá realizar hemograma a cada três meses e teste treponêmico aos 18 meses.
  4. D) Será solicitado teste não treponêmico obrigatoriamente aos 1, 3, 6, 12 e 18 meses de idade.
  5. E) O teste não treponêmico é indicado aos 1, 3, 6, 12 e 18 meses de idade, sendo interrompidas as coletas após 2 testes não reagentes consecutivos.

Pérola Clínica

Sífilis congênita tratada: VDRL aos 1, 3, 6, 12, 18 meses; interromper após 2 negativos consecutivos.

Resumo-Chave

O seguimento laboratorial da sífilis congênita tratada é feito com testes não treponêmicos (VDRL ou RPR) em intervalos específicos até os 18 meses de idade. A interrupção do seguimento ocorre após dois resultados não reagentes consecutivos, indicando cura.

Contexto Educacional

A sífilis congênita é uma infecção grave transmitida verticalmente, com potencial de causar sequelas neurológicas, ósseas e multissistêmicas. O tratamento adequado com penicilina é fundamental, mas o seguimento pós-tratamento é igualmente crítico para confirmar a cura e detectar possíveis falhas terapêuticas ou reinfecções. O seguimento laboratorial da sífilis congênita é baseado na realização de testes não treponêmicos, como o VDRL ou RPR, que refletem a atividade da doença. A frequência recomendada é aos 1, 3, 6, 12 e 18 meses de idade. A persistência de títulos elevados ou o aumento dos mesmos após o tratamento inicial requer reavaliação e, muitas vezes, retratamento. A interrupção do seguimento laboratorial pode ocorrer após dois testes não reagentes consecutivos, desde que a criança esteja clinicamente bem. É importante ressaltar que os testes treponêmicos (FTA-Abs, TP-PA) permanecem reagentes por toda a vida e não são úteis para monitorar a resposta ao tratamento ou a cura da sífilis congênita.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do teste não treponêmico (VDRL/RPR) no seguimento da sífilis congênita?

O teste não treponêmico é crucial para monitorar a resposta ao tratamento da sífilis congênita. A queda dos títulos e a eventual negativação indicam sucesso terapêutico, enquanto a persistência ou aumento dos títulos pode sugerir falha do tratamento ou reinfecção.

Com que frequência o VDRL deve ser realizado no seguimento da sífilis congênita?

O VDRL deve ser realizado aos 1, 3, 6, 12 e 18 meses de idade. O seguimento pode ser interrompido após dois testes não reagentes consecutivos, desde que não haja evidência clínica de doença.

Quando se considera que uma criança com sífilis congênita está curada?

A cura da sífilis congênita é presumida quando há negativação do teste não treponêmico ou quando os títulos caem pelo menos duas diluições (quatro vezes) em relação ao título inicial da mãe, e o bebê não apresenta sinais clínicos da doença.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo