Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025
Um recém-nascido de 39 semanas, filho de mãe com pré-natal inadequado, foi internado para investigação de sífilis congênita. A mãe foi diagnosticada com sífilis no início da gravidez, mas não completou o tratamento e não realizou controle sorológico. O exame físico do recém-nascido mostra hepatoesplenomegalia e lesões maculopapulares no corpo. O teste VDRL do recém-nascido apresenta títulos quatro vezes maiores que os da mãe. Foi realizada 2 tentativas de punção lombar, porém sem sucesso no procedimento. Diante desse quadro, qual é a melhor conduta terapêutica inicial para esse recém-nascido?
Sífilis congênita com VDRL RN > 4x mãe + sinais clínicos + PL não realizada → Penicilina Cristalina IV por 10 dias.
Diante de um recém-nascido com alta probabilidade de sífilis congênita (mãe com tratamento inadequado, sinais clínicos e VDRL do RN 4x maior que o materno), e impossibilidade de realizar a punção lombar para excluir neurossífilis, a conduta é tratar como sífilis congênita confirmada com Penicilina Cristalina IV por 10 dias.
A sífilis congênita é uma infecção grave transmitida verticalmente pelo *Treponema pallidum*, com alta morbimortalidade se não tratada adequadamente. Sua importância clínica reside na prevenção de sequelas neurológicas, ósseas e multissistêmicas permanentes no recém-nascido. O pré-natal inadequado da mãe é um fator de risco crucial, exigindo atenção redobrada. O diagnóstico da sífilis congênita baseia-se na história materna (sífilis não tratada ou inadequadamente tratada), achados clínicos no RN (hepatoesplenomegalia, lesões cutâneas, rinite sifilítica) e exames laboratoriais (VDRL do RN com títulos 4 vezes maiores que o materno ou VDRL reagente com IgM anti-treponema positivo). A punção lombar é fundamental para excluir neurossífilis, mas sua falha ou impossibilidade de realização, em casos com alta probabilidade de doença, não impede o tratamento. A conduta terapêutica para sífilis congênita depende da classificação do caso. Em situações de alta probabilidade de doença, como a descrita, e impossibilidade de excluir neurossífilis, a Penicilina Cristalina intravenosa por 10 dias é o tratamento de escolha, devido à sua excelente penetração no sistema nervoso central. O prognóstico melhora significativamente com o tratamento precoce e adequado, sendo a penicilina a droga de eleição para todas as formas de sífilis.
Um recém-nascido é considerado com sífilis congênita quando a mãe teve sífilis não tratada ou inadequadamente tratada, e o RN apresenta sinais clínicos (hepatoesplenomegalia, lesões cutâneas) ou VDRL com títulos 4 vezes maiores que os da mãe.
A Penicilina Cristalina intravenosa é indicada quando há evidência de sífilis congênita e não é possível excluir neurossífilis (seja por punção lombar não realizada ou alterada), garantindo a penetração adequada no sistema nervoso central.
Sinais clínicos comuns incluem hepatoesplenomegalia, lesões cutâneas maculopapulares ou bolhosas, rinite sifilítica, icterícia, anemia, linfadenopatia e alterações ósseas como periostite.
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