FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026
Um recém-nascido a termo era filho de uma mãe que foi diagnosticada com sífilis, durante a gestação. A genitora realizou um teste rápido positivo no 1º trimestre, com VDRL 1:64, e foi tratada com três doses de penicilina benzatina 2.400.000 U, com a aplicação de uma dose por semana. Exames maternos para o 2º trimestre: VDRL 1:8; exames maternos para o 3º trimestre: VDRL 1:4; e, no parto: VDRL 1:8. O parceiro foi tratado adequadamente, e a gestante não apresentou sinais clínicos da doença durante o pré-natal. O recém-nascido nasceu assintomático, com VDRL 1:4. Um recém-nascido a termo era filho de uma mãe que foi diagnosticada com sífilis, durante a gestação. A genitora realizou um teste rápido positivo no 1º trimestre, com VDRL 1:64, e foi tratada com três doses de penicilina benzatina 2.400.000 U, com a aplicação de uma dose por semana. Exames maternos para o 2º trimestre: VDRL 1:8; exames maternos para o 3º trimestre: VDRL 1:4; e, no parto: VDRL 1:8. O parceiro foi tratado adequadamente, e a gestante não apresentou sinais clínicos da doença durante o pré-natal. O recém-nascido nasceu assintomático, com VDRL 1:4. Com base nesse caso clínico hipotético, é correto afirmar que se trata de:
Mãe tratada adequadamente + RN assintomático + VDRL RN ≤ materno → Apenas seguimento ambulatorial.
O tratamento materno é adequado se feito com penicilina benzatina, iniciado >30 dias antes do parto, com esquema correto para o estágio e queda documentada de títulos.
A sífilis congênita permanece um desafio de saúde pública no Brasil, exigindo que o médico residente domine os critérios de estratificação de risco neonatal. A diferenciação entre 'criança exposta' e 'sífilis congênita' é vital para evitar procedimentos invasivos desnecessários, como punções lombares, e internações prolongadas para antibioticoterapia venosa. Neste caso clínico, a gestante cumpriu todos os requisitos: uso de penicilina benzatina, esquema de três doses (indicado para sífilis de duração ignorada ou latente tardia), queda significativa de títulos (1:64 para 1:8) e tratamento finalizado no primeiro trimestre. O fato de o VDRL materno no parto ser 1:8 e o do RN ser 1:4 (menor que o materno) em um bebê assintomático confirma a exposição sem doença ativa, validando a conduta de observação e seguimento ambulatorial.
Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento é considerado adequado quando realizado exclusivamente com penicilina benzatina, na dose correta para o estágio clínico da sífilis (primária, secundária, latente recente ou tardia), iniciado pelo menos 30 dias antes do parto. Além disso, é fundamental que o esquema seja completo, sem interrupções que excedam o prazo preconizado entre as doses, e que haja documentação de queda nos títulos de testes não treponêmicos (VDRL). O tratamento do parceiro não é mais um critério para definir a adequação do tratamento materno para fins de manejo do recém-nascido, embora continue sendo essencial para evitar a reinfecção da gestante.
Para recém-nascidos de mães com tratamento adequado, a conduta depende do exame físico e do VDRL do sangue periférico do bebê. Se o recém-nascido for assintomático e o seu VDRL for menor ou igual ao VDRL materno no momento do parto (ou até um dilucional acima, ex: mãe 1:4 e RN 1:8), ele é classificado como 'exposto'. Nesses casos, não há necessidade de exames complementares (líquor, radiografia de ossos longos) ou tratamento imediato na maternidade. A conduta é o seguimento ambulatorial com consultas mensais e realização de VDRL seriado para monitorar a queda dos títulos até a negativação.
O seguimento do recém-nascido exposto à sífilis deve ser rigoroso para garantir que não ocorra manifestação tardia da doença. O protocolo recomenda a realização do VDRL aos 1, 3, 6, 12 e 18 meses de vida. Espera-se que os títulos de anticorpos maternos transferidos passivamente desapareçam até os 6 meses de idade. Se houver elevação dos títulos em duas diluições ou se o teste permanecer reagente após os 6 meses, deve-se proceder à investigação completa para sífilis congênita e iniciar o tratamento. O teste treponêmico deve ser realizado aos 18 meses para confirmar a ausência de infecção definitiva.
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