Sífilis Congênita: Diagnóstico e Conduta no RN

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024

Enunciado

Primigesta, 20 anos, dá à luz um recém-nascido de 36 semanas por parto normal, Apgar de 7 e 9, respectivamente, nos 1o e 5o minutos. O peso ao nascimento: 2,1 kg (abaixo do percentil 5); o restante do exame físico foi normal. Na carteira do pré-natal, constam duas consultas com 12 e 16 semanas. Exames de rotina no pré-natal, incluindo VDRL, mostraram-se negativos. O teste rápido para sífilis feito na entrada da maternidade foi positivo. Entre as opções abaixo, a melhor conduta para este caso é:

Alternativas

  1. A) solicitar radiografia de ossos longos, hemograma, punção lombar e VDRL do recém-nascido.
  2. B) realizar um teste treponêmico no RN.
  3. C) solicitar radiografia de ossos longos, hemograma e VDRL do recém-nascido.
  4. D) colher VDRL de sangue periférico do binômio.

Pérola Clínica

Sífilis gestacional com teste rápido positivo na maternidade → confirmar VDRL materno e do RN para conduta.

Resumo-Chave

A sífilis na gestação exige confirmação diagnóstica e estadiamento para definir a conduta no recém-nascido. Um teste rápido positivo na maternidade, com VDRL pré-natal negativo, demanda a coleta de VDRL do binômio para avaliar a atividade da doença e a necessidade de tratamento.

Contexto Educacional

A sífilis congênita é uma doença infecciosa grave transmitida verticalmente, com potencial para causar sequelas importantes no recém-nascido. Sua prevenção e diagnóstico precoce são pilares do pré-natal, visando o tratamento adequado da gestante e a interrupção da cadeia de transmissão. A prevalência da sífilis na gestação tem sido um desafio de saúde pública. O diagnóstico da sífilis na gestação e no recém-nascido baseia-se em testes treponêmicos (rápidos ou ELISA) e não treponêmicos (VDRL, RPR). A interpretação desses testes, especialmente em binômios mãe-bebê, é fundamental para definir a conduta. Um teste rápido positivo na maternidade, com VDRL pré-natal negativo, exige a reavaliação da atividade da doença através de um VDRL quantitativo materno e do recém-nascido. A conduta no recém-nascido varia desde o acompanhamento clínico e sorológico até a investigação completa e tratamento com penicilina, dependendo da adequação do tratamento materno, da presença de sinais clínicos no RN e dos títulos de VDRL. A decisão deve ser baseada em protocolos atualizados para evitar tratamentos desnecessários ou subtratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros passos para investigar sífilis congênita em um recém-nascido?

Os primeiros passos incluem a revisão do histórico materno, a realização de teste treponêmico e não treponêmico (VDRL) na mãe e, se indicado, VDRL no sangue periférico do recém-nascido.

Por que o VDRL materno é importante para a conduta no recém-nascido?

O VDRL materno é crucial para determinar a atividade da doença na mãe, se ela foi tratada adequadamente e se há risco de transmissão vertical, guiando a investigação e o tratamento do RN.

Quando é indicada a investigação completa (radiografia, líquor) para sífilis congênita?

A investigação completa do RN (radiografia de ossos longos, hemograma, punção lombar) é indicada quando há evidências de sífilis congênita confirmada ou provável, ou quando o tratamento materno foi inadequado.

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