Sífilis Congênita: Diagnóstico e Avaliação no Recém-Nascido

HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2020

Enunciado

Assinale a alternativa CORRETA sobre sífilis congênita:

Alternativas

  1. A) Hepatocarcinoma é uma sequela frequente caso a sífilis congênita não tenha sido tratada no período neonatal
  2. B) Penicilina por via oral é o tratamento de escolha para o recém-nascido cuja mãe realizou tratamento incompleto durante a gestação
  3. C) Penicilina G cristalina intravenosa por 21 dias é o tratamento de escolha para o recémnascido.
  4. D) Avaliação complementar do neonato com possibilidade de sífilis congênita inclui um exame de VDRL no sangue periférico e no lÍquor, hemograma e RAIO X de ossos longos.
  5. E) Presença de gomas sifilíticas na pele e nas mucosas do neonato são sinais de maior gravidade de sífilis congênita

Pérola Clínica

Sífilis congênita: avaliação inclui VDRL (sangue/líquor), hemograma, RX ossos longos para estadiamento e tratamento.

Resumo-Chave

A sífilis congênita exige uma investigação diagnóstica abrangente no neonato, que vai além da sorologia sanguínea. A avaliação do líquor é crucial para descartar neurossífilis, e o raio-X de ossos longos busca osteocondrite ou periostite, manifestações comuns da doença.

Contexto Educacional

A sífilis congênita é uma infecção sistêmica causada pelo Treponema pallidum, transmitida da mãe para o feto durante a gestação ou no parto. É uma condição prevenível com o diagnóstico e tratamento adequados da gestante, mas ainda representa um grave problema de saúde pública devido às suas sequelas. As manifestações podem ser precoces (até 2 anos) ou tardias (após 2 anos), afetando múltiplos órgãos e sistemas. O diagnóstico no neonato exposto ou com suspeita de sífilis congênita é complexo e exige uma abordagem diagnóstica completa. Inclui a avaliação da história materna de sífilis e tratamento, exame físico do neonato e exames complementares. Entre os exames, destacam-se o VDRL no sangue periférico do neonato (para avaliar a atividade da doença), VDRL no líquor (para descartar neurossífilis, que exige tratamento diferenciado), hemograma completo (para anemia, plaquetopenia) e radiografia de ossos longos (para identificar osteocondrite ou periostite, sinais patognomênicos). O tratamento da sífilis congênita é feito exclusivamente com Penicilina G, sendo a via e a duração dependentes da classificação do caso (confirmado, provável, ou apenas exposto com risco) e da presença de acometimento do sistema nervoso central. A penicilina G cristalina intravenosa é o tratamento de escolha para casos confirmados, com duração de 10 ou 21 dias, dependendo do envolvimento do SNC. A prevenção é a melhor estratégia, com triagem e tratamento adequado de todas as gestantes.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais manifestações clínicas da sífilis congênita precoce?

As manifestações precoces incluem pênfigo sifilítico, rinite sifilítica (coriza sanguinolenta), hepatoesplenomegalia, icterícia, osteocondrite, periostite e anemia.

Quando é indicado o tratamento com Penicilina G cristalina intravenosa por 10 ou 21 dias?

O tratamento por 10 dias é para sífilis congênita comprovada sem evidência de neurossífilis. O regime de 21 dias é reservado para casos com neurossífilis confirmada ou alta probabilidade de acometimento do SNC.

Qual a importância do VDRL no líquor na avaliação da sífilis congênita?

O VDRL no líquor é essencial para o diagnóstico de neurossífilis, uma forma grave da doença que requer um regime de tratamento mais prolongado e específico para garantir a erradicação do Treponema pallidum do sistema nervoso central.

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