HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2020
Assinale a alternativa CORRETA sobre sífilis congênita:
Sífilis congênita: avaliação inclui VDRL (sangue/líquor), hemograma, RX ossos longos para estadiamento e tratamento.
A sífilis congênita exige uma investigação diagnóstica abrangente no neonato, que vai além da sorologia sanguínea. A avaliação do líquor é crucial para descartar neurossífilis, e o raio-X de ossos longos busca osteocondrite ou periostite, manifestações comuns da doença.
A sífilis congênita é uma infecção sistêmica causada pelo Treponema pallidum, transmitida da mãe para o feto durante a gestação ou no parto. É uma condição prevenível com o diagnóstico e tratamento adequados da gestante, mas ainda representa um grave problema de saúde pública devido às suas sequelas. As manifestações podem ser precoces (até 2 anos) ou tardias (após 2 anos), afetando múltiplos órgãos e sistemas. O diagnóstico no neonato exposto ou com suspeita de sífilis congênita é complexo e exige uma abordagem diagnóstica completa. Inclui a avaliação da história materna de sífilis e tratamento, exame físico do neonato e exames complementares. Entre os exames, destacam-se o VDRL no sangue periférico do neonato (para avaliar a atividade da doença), VDRL no líquor (para descartar neurossífilis, que exige tratamento diferenciado), hemograma completo (para anemia, plaquetopenia) e radiografia de ossos longos (para identificar osteocondrite ou periostite, sinais patognomênicos). O tratamento da sífilis congênita é feito exclusivamente com Penicilina G, sendo a via e a duração dependentes da classificação do caso (confirmado, provável, ou apenas exposto com risco) e da presença de acometimento do sistema nervoso central. A penicilina G cristalina intravenosa é o tratamento de escolha para casos confirmados, com duração de 10 ou 21 dias, dependendo do envolvimento do SNC. A prevenção é a melhor estratégia, com triagem e tratamento adequado de todas as gestantes.
As manifestações precoces incluem pênfigo sifilítico, rinite sifilítica (coriza sanguinolenta), hepatoesplenomegalia, icterícia, osteocondrite, periostite e anemia.
O tratamento por 10 dias é para sífilis congênita comprovada sem evidência de neurossífilis. O regime de 21 dias é reservado para casos com neurossífilis confirmada ou alta probabilidade de acometimento do SNC.
O VDRL no líquor é essencial para o diagnóstico de neurossífilis, uma forma grave da doença que requer um regime de tratamento mais prolongado e específico para garantir a erradicação do Treponema pallidum do sistema nervoso central.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo