FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026
Você está passando visita no alojamento conjunto em um recém-nascido a termo e mãe com história de Sifilis durante a gestação tratada com 3 doses de penicilina benzatina e queda da titulação da sorologia, com último resultado de VDRL de 1: 4. Rn está assintomático, com boa aceitação de seio materno e com VDRL no nascimento de 1: 4. Qual deve ser a sua conduta frente a esse paciente:
Mãe tratada adequadamente + RN assintomático + VDRL RN ≤ Mãe → Acompanhamento ambulatorial.
Se a mãe foi tratada corretamente e o RN é assintomático com sorologia não reagente ou menor/igual à materna, não há indicação de exames invasivos ou tratamento imediato.
O manejo do recém-nascido exposto à sífilis baseia-se na avaliação do tratamento materno e no exame clínico neonatal. De acordo com o Ministério da Saúde, se a mãe recebeu tratamento adequado e o RN não apresenta sinais clínicos, a conduta é conservadora. O VDRL do RN deve ser realizado em sangue periférico (não de cordão umbilical). Neste caso específico, como o título do RN (1:4) é igual ao título materno (1:4) e o tratamento materno foi correto, o bebê não é classificado como caso de sífilis congênita, mas sim como 'exposto'. Portanto, não há necessidade de punção lombar, exames radiológicos ou antibioticoterapia imediata, sendo o acompanhamento ambulatorial rigoroso a conduta preconizada para monitorar a queda dos anticorpos maternos transplacentários.
O tratamento é considerado adequado quando realizado com penicilina benzatina na dose apropriada para o estágio da sífilis, iniciado até 30 dias antes do parto, com esquema completo e queda documentada da titulação do teste não treponêmico (VDRL). Se esses critérios forem preenchidos, o risco de transmissão vertical é drasticamente reduzido.
A investigação completa (hemograma, RX de ossos longos e líquor) é indicada se a mãe não foi tratada ou foi tratada inadequadamente, ou se o RN apresentar alterações no exame físico, ou se o VDRL do RN for maior que o da mãe em duas ou mais diluições (ex: RN 1:8 e mãe 1:2).
RNs expostos cujas mães foram adequadamente tratadas e que são assintomáticos devem realizar seguimento ambulatorial com testes não treponêmicos (VDRL) seriados aos 1, 3, 6, 12 e 18 meses de vida. A alta ocorre após dois exames negativos consecutivos.
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