UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2015
Ao passar visita em recém-nato no alojamento conjunto, médico verifica que mãe não fez pré-natal e tem VDRL= 1:2 na ocasião da internação. A conduta para com o RN será:
Mãe com VDRL 1:2 sem pré-natal → RN assintomático requer investigação completa para sífilis congênita.
Em recém-natos de mães com sífilis não tratada ou inadequadamente tratada, mesmo que o RN seja assintomático, é obrigatória a investigação completa para sífilis congênita. Isso inclui exames como hemograma, RX de ossos longos, VDRL de sangue periférico e punção lombar para análise do líquor.
A sífilis congênita continua sendo um grave problema de saúde pública no Brasil, com alta morbimortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. A transmissão vertical do *Treponema pallidum* pode ocorrer em qualquer fase da gestação, resultando em aborto, natimorto ou sífilis congênita no recém-nato (RN). O diagnóstico e a conduta adequados no RN são cruciais para prevenir sequelas graves. A investigação de sífilis congênita em RN é obrigatória quando a mãe não realizou pré-natal, teve sífilis não tratada ou inadequadamente tratada, ou quando o tratamento foi realizado em tempo insuficiente antes do parto. Mesmo que o RN seja assintomático, a propedêutica deve ser completa, incluindo VDRL de sangue periférico do RN, hemograma (para anemia, trombocitopenia, leucocitose), radiografia de ossos longos (para osteocondrite, periostite) e punção lombar para análise do líquor (para neurossífilis). O VDRL de cordão umbilical não é recomendado devido à possibilidade de contaminação com sangue materno. A conduta terapêutica dependerá dos resultados desses exames e da avaliação do tratamento materno. A penicilina cristalina é o tratamento de escolha. Para residentes, é fundamental dominar o protocolo de investigação e tratamento da sífilis congênita, pois a identificação precoce e o manejo correto impactam diretamente o prognóstico do RN e a saúde pública.
Os exames essenciais incluem VDRL de sangue periférico do RN, hemograma completo, radiografia de ossos longos (para osteocondrite/periostite) e punção lombar para análise do líquor (para neurossífilis).
Um RN é considerado exposto e necessita de investigação quando a mãe tem sífilis não tratada, inadequadamente tratada, ou quando o tratamento materno não foi documentado ou ocorreu menos de 30 dias antes do parto.
A punção lombar é crucial para descartar neurossífilis, uma forma grave da doença que pode ser assintomática ao nascimento e requer um regime de tratamento mais prolongado e específico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo