UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Menino, 4 meses, em aleitamento materno exclusivo, com história de prematuridade e sífilis congênita tratada (VDRL do 1º e 3º mês de vida não reatores), apresenta "alergia" na pele desde o 1º mês de vida ao ser iniciada a suplementação de ferro e vitamina D. Exame físico: exantema maculopapular, com alguma descamação, em tronco, membros, palmas das mãos e plantas dos pés. A conduta mais adequada é:
Exantema palmoplantar em lactente com risco de sífilis → Repetir VDRL imediatamente.
Manifestações cutâneas típicas (palmoplantares) em crianças com histórico de sífilis congênita exigem reavaliação sorológica, mesmo após exames negativos prévios.
O manejo da sífilis congênita exige vigilância rigorosa. Mesmo lactentes tratados adequadamente ao nascimento podem apresentar falhas terapêuticas ou reinfecções se a rede de contatos maternos não for tratada. O aparecimento de lesões cutâneas descamativas em regiões palmoplantares é um sinal clássico de sífilis secundária/congênita. Neste caso, a correlação temporal com a introdução de suplementos é provavelmente uma coincidência (confundidor). A prioridade diagnóstica deve ser sempre a exclusão de patologias infecciosas graves com potencial de sequelas permanentes, como a sífilis.
O VDRL pode negativar temporariamente ou apresentar flutuações. O surgimento de lesões palmoplantares é altamente sugestivo de sífilis ativa (recidiva ou reinfecção), tornando a clínica soberana sobre os exames anteriores.
Costuma ser um exantema maculopapular, por vezes com descamação fina, que atinge tronco e extremidades, tendo como marca registrada o acometimento das palmas das mãos e plantas dos pés.
O seguimento deve ser realizado aos 1, 3, 6, 12 e 18 meses de vida. A elevação de títulos ou o reaparecimento de reatividade em quem era não reator indica necessidade de retratamento e investigação completa.
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